Depoimento: Moro não apresentou provas substanciais além daquelas já tornadas públicas

Segundo dois interlocutores que assistiram à oitiva, as novas conversas apresentadas são complementares às mensagens de WhatsApp já apresentadas ao Jornal Nacional, em que Bolsonaro sugere preocupação com o inquérito das fake news e em que a deputada Carla Zambeli propõe ao ministro uma vaga no STF em troca de aceitar a troca do comando da PF por um delegado amigo do presidente.

Segundo as duas fontes, as prints já conhecidas são mais contundentes do que o material mostrado pelo ministro ao longo de toda a oitiva. Uma das fontes se referiu às novas mensagens como “água”, uma analogia ao fato de não serem tão robustas se comparadas ao que já foi mostrado.

Segundo essas fontes, o ex-ministro não apresentou novas situações em que o presidente tenha se valido de seu cargo para investir contra a autonomia da pasta da Justiça.

Apesar de ter levado advogados, Moro não os consultou em nenhum momento e seus defensores também não fizeram qualquer tipo de interferência. O ex-juiz deixou claro que só lançou mão da defesa particular depois das declarações do procurador-geral da República, Augusto Aras, em que ele pedia que fossem apurados possíveis crimes de calúnia e difamação cometidos pelo ex-juiz.

REVISTA ÉPOCA

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