Desembargadores acusados de vender sentenças na Bahia viram réus

A Corte Especial do STF recebeu hoje denúncia contra quatro desembargadores e três juízes do Tribunal de Justiça da Bahia acusados de vender decisões judiciais em favor de um esquema de grilagem de terras no oeste do estado, desvendado pela Operação Faroeste.

Viraram réus por organização criminosa e de lavagem de dinheiro os desembargadores Gesivaldo Nascimento Britto, Maria do Socorro Barreto Santiago, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e José Olegário Monção Caldas.

A investigação mostrou que, por meio de decisões judiciais compradas, ele conseguiu o domínio sobre 366 mil hectares de terras, e fazia acordos abusivos com produtores rurais, antigos ocupantes da região.

Um dos advogados presos confessou a intermediação da venda de pelo menos 30 decisões judiciais nos últimos anos. Magistrados, assessores e advogados acumularam fortuna bem acima da renda salarial e ostentavam carros de luxo, jóias, obras de arte e fazendas.

O Antagonista

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