Moro fez vista grossa para ilegalidades da Lava Jato, diz braço-direito de Aras

Eitel Santiago de Brito Pereira foi um dos primeiros nomes escolhidos por Augusto Aras para lhe auxiliar nos trabalhos na Procuradoria-Geral da República. Ele foi nomeado secretário-geral da instituição, responsável por todos os aspectos administrativos e orçamentários do órgão. Procurador da República desde 1984, é considerado um dos braços-direitos de Aras. E é nessa condição que ele concedeu essa entrevista à CNN, na qual critica todos os atores que atuaram na Operação Lava Jato.

Do então juiz Sergio Moro, até o então PGR Rodrigo Janot, além, claro, da força-tarefa da operação em Curitiba. Para ele, as forças-tarefas “carecem de existência legal”, “membros do MPF com atuação em investigações da Lava Jato, precisam compreender que são iguais em direitos e deveres aos demais colegas lotados no Paraná” e “não podem, por conseguinte, agir fora dos padrões traçados pelas normas constitucionais e legais”.

A operação, de acordo com ele, “no afã de combater a corrupção, desrespeitou algumas vezes regras procedimentais, que resguardam a lisura das investigações”. Moro é “extremamente vaidoso”, “fez vista grossa para ilegalidades cometidas em algumas investigações”, “não se conduziu, portanto, com a isenção que deve orientar a conduta de quem abraça a carreira da Magistratura” e “tenta entrar na política pela porta dos fundos”. Janot foi dos PGRs “que mais cometeram ilegalidades”. 

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