Terapeuta Ocupacional critica modelo de política pública de Educação

O terapeuta ocupacional Antônio Guedes fez uma análise da necessidade da inserção de novos profissionais nas políticas públicas de educação. O profissional aproveita a “tragédia de Realengo” no Rio para sustentar suas afirmações.

Confira:

“É inconcebível que as escolas de um pais que vislumbra um dia chegar ao primeiro mundo não tenham em seus quadros profissionais qualificados para detectar a saúde dos seus alunos. Infelizmente as autoridades BRASILEIRAS querem fazer uma educação com pessoas totalmente “desqualificadas”, o que se ver no cotidiano é que os educadores não compreende de educação.

Educar não se resume a pegar um monte de alunos e colocar em uma sala de aula, e entender que qualquer cidadão pode lecionar pelo simples fato de ter cursado uma faculdade. Mas que culpa tem um professor que foi treinado para lecionar inglês, e no seu cotidiano se depara com um aluno que tem um distúrbio mental? Para isso os nossos governantes têm que criarem vergonha e montar as escolas com os profissionais que realmente são necessários para educar.

Onde andam os médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, dentistas, mas muitas pessoas insipientes vão pensar que isso é um devaneio! Nada de devaneio, isso é a escola aparelhada para atender a sociedade, esse é o box mínimo.

Na visão comum as escolas são freqüentadas por pessoas normais, mas o que ser normal? Quem é a vitima de uma sociedade corrupta, onde as verbas da educação, saúde são desviadas para se comprar mandatos e financiar projetos outros.

Wellington Menezes de Oliveira é o que nessa sociedade? As crianças que até um minuto antes conviviam com um doente mental, como se fosse mais um colega de colégio. De que vale se fazer uma escola linda em seu espaço físico e vazia em seu conteúdo!”

Antônio Guedes Filho
Pedagogo – Terapeuta Ocupacional