De Josias de Souza
Despido da pompa depois de tropeçar na circunstância, Demóstenes Torres encontra-se em pleno processo de desmonte. Uma semana depois de desligar-se da liderança do DEM, o senador viu-se compelido a se desfiliar da legenda.
Bateu em retirada depois de o partido ter aberto contra ele um processo de expulsão. Em carta, Demóstenes queixou-se do tratamento recebido de sua agora ex-legenda:
“Embora discordando frontalmente da afirmação de que eu tenha me desviado reiteradamente do programa partidário, mas diante do pré-julgamento público que o partido fez, comunico a minha desfiliação do Democratas.”
Presidente do DEM, José Agripino Maia escorou-se em Demóstenes para responder ao ex-Demóstenes. Disse que o partido deu ao filiado molesto uma semana para exercer o direito de defesa. “Coisa que ele nunca fez”, ironizou.
Demóstenes, suprema ironia, recebe do DEM o mesmo tratamento implacável que dispensara a José Roberto Arruda, o penúltimo transgressor da agremiação. Como se vê, pré-julgamento no olho dos outros é refresco.






