Vendida como artigo de luxo, supermercado de Natal usa protetor antirroubo em peças de carne

Com alta acumulada de 38% nos últimos 12 meses em todo o país, segundo pesquisa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a carne voltou a ser item de luxo no prato do brasileiro e nas gôndolas dos mercados. Em Natal, por exemplo, uma rede de supermercados passou a utilizar até protetores eletrônicos antirroubo em peças de carne, como a picanha. Cada pedaço é envolto por uma rede metalizada e arrematada com etiquetas rígidas antifurto.

Somente no mês de maio, a carne teve alta de 2,24% e representou o quarto maior impacto nas despesas das famílias, ficando atrás apenas da conta de luz, gasolina e etanol. As causas da alta, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está o valor alto do dólar, o que encarece os custos das matérias primas usadas na alimentação do gado, como milho e soja, além do aumento das exportações, o que diminui a oferta de carne dentro do país.

O resultado dessa equação é que o consumo de carne no Brasil caiu ao menor nível nos últimos 25 anos, de acordo com levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Atualmente, o brasileiro consome uma média de 26,4 quilos de carne ao ano, uma queda de 14% em relação a 2019. Pelo histórico de levantamentos da Conab, esse é o menor índice registrado desde 1996. E a queda segue se acumulando já que em 2021, também houve redução de 4% no consumo de carne nos primeiros quatro meses do ano em comparação a 2020.

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