Vacinas aplicadas no Brasil garantem proteção adicional para quem já teve Covid, diz novo estudo da Fiocruz

As quatro vacinas contra Covid-19 aplicadas no Brasil oferecem alto grau de proteção adicional contra a infecção sintomática e as formas graves da doença em pessoas que já tenham contraído o Sars-CoV-2. É o que revela um estudo comandado pelos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Julio Croda e Manoel Barral-Neto.

A pesquisa mostra que as quatro vacinas apresentam efetividade de 39% a 65% para prevenir as formas sintomáticas da doença. No caso das três vacinas com esquema de duas doses – Coronavac, AstraZeneca e Pfizer -, segundo os cientistas, a segunda dose proporciona uma efetividade bem maior quando comparada com a primeira e a média de proteção contra hospitalização ou morte passa de 80%, 14 dias após o esquema vacinal completo – em comparação com pessoas infectadas e não vacinadas.

De acordo com o estudo, seria: 90,8% com a AstraZeneca, 87,7% com a Pfizer, e 82,2% com a CoronaVac. Na Janssen, de apenas uma dose, ficou em torno de 59,2%.