O vice-governador Walter Alves estava decidido a anunciar nesta semana a candidatura a deputado estadual e o apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao governo.
No mesmo ato, comunicaria a entrega de todos os cargos ocupados pelo MDB, legenda que preside no Rio Grande do Norte.
O roteiro previa uma conversa com a governadora Fátima Bezerra nesta quinta-feira. No entanto, Walter adiou seu anúncio para o final deste mês.
O que motivou o adiamento?
Segundo uma fonte que acompanha as articulações, a Executiva Nacional do MDB, sob o comando de Baleia Rossi e acionada pelo Palácio do Planalto — leia-se Gleisi Hoffmann —, pediu a Walter que segurasse a decisão por mais alguns dias.
O MDB nacional parece estar fechado com a reeleição do presidente Lula, influenciando a montagem dos palanques regionais.
No Rio Grande do Norte, o PT potiguar ainda alimenta o desejo de manter a aliança com o MDB.
A pressão do Planalto via Baleia Rossi provocou uma nova reunião de Walter com Allyson na manhã de ontem, no apartamento de Garibaldi Alves Filho, pai do vice-governador.
O encontro ocorreu a pedido do dirigente estadual do União Brasil, José Agripino Maia.
Por ora, Walter mantém sua decisão de não assumir o governo em abril, concorrer a deputado e, ao que tudo indica, fechar o apoio a Allyson Bezerra na sucessão estadual.
Sem os recursos dos fundos partidário e eleitoral — prerrogativa da executiva nacional —, nenhum dirigente estadual de partido pode cantar de galo. No MDB não é diferente.
AGRN
