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Festival de Solos Teatrais lança chamamentos para artistas potiguares

O Festival de Solos Teatrais do Rio Grande do Norte (FEST), idealizado pelo artista e gestor cultural José Neto Barbosa, realizou o lançamento de dois chamamentos públicos que irão estruturar a programação da edição inaugural, prevista para março.

A proposta inicial é abrir diálogo com a classe artística e criar pontes com a cena local. De acordo com José Neto Barbosa, os chamamentos buscam aproximar artistas do festival e ampliar a visibilidade da produção teatral potiguar, fortalecendo o protagonismo dos solos criados no estado.

O primeiro edital tem caráter de mapeamento e memória. A iniciativa pretende registrar, pesquisar e tornar públicas informações sobre espetáculos solo produzidos no Rio Grande do Norte, reunindo esses trabalhos em um catálogo aberto. Podem se inscrever artistas com solos já estreados ou em circulação, por meio do formulário disponível em: https://forms.gle/GCboZe2xF525Gi9u7.

Os trabalhos cadastrados passarão a integrar um banco de dados que poderá ser consultado por curadores, programadores e espaços culturais, funcionando como uma vitrine permanente da produção potiguar. Embora o mapeamento seja contínuo, as inscrições realizadas até 20 de janeiro também poderão ser consideradas para a programação do 1º FEST, conforme os critérios curatoriais do festival.

Já o segundo chamamento é voltado à seleção de cenas curtas e processos criativos em desenvolvimento, os chamados Work in Progress. A proposta é escolher monólogos, solos em construção ou cenas ainda em processo de pesquisa para apresentações públicas durante o festival.

Esse espaço pretende incentivar a experimentação, o compartilhamento de percursos criativos e o amadurecimento das obras, contribuindo diretamente para o fortalecimento da cena teatral contemporânea do Rio Grande do Norte. As inscrições seguem abertas até 20 de janeiro e devem ser feitas pelo formulário: https://forms.gle/Urh4DPKtdMHpAcoL8.

“Gargalos de Tinta” leva arte e cultura para a vila de pescadores de Gargalheiras, em Acari

Nos dias 23, 24 e 25 de janeiro de 2026, a Comunidade Tradicional Pesqueira de Gargalheiras, em Acari (RN), recebe o projeto “Gargalos de Tinta”, uma ação artística e cultural que une arte, memória e os saberes tradicionais do território, idealizada pela artista Cata Prisma.

Durante três dias, 10 artistas potiguares estarão imersas na comunidade, desenvolvendo um processo de escuta, troca de saberes e pesquisa de campo junto aos pescadores e pescadoras locais. O resultado dessa vivência será a pintura de 10 canoas de pesca, que se transformarão em obras de arte, valorizando as histórias e identidades da comunidade pesqueira.

A pintura coletiva das canoas acontece no sábado, 24 de janeiro, no Porto do Bistrô, de forma aberta ao público e à visitação. Os pescadores e pescadoras participantes receberão ajuda de custo, reconhecendo a importância de seus conhecimentos e sua participação ativa no processo criativo.

No domingo, 25 de janeiro, a partir das 9h da manhã, será realizada a inauguração das canoas no Açude Gargalheiras, seguida de apresentações musicais com a banda de forró Flor de Caroá e o artista MC Daurélio. O evento contará com acessibilidade em LIBRAS.

O projeto convida o público a vivenciar um momento único de criação coletiva e valorização da cultura seridoense, em um dos cenários mais simbólicos do Rio Grande do Norte.

Gargalos de Tinta: arte que nasce da água, da memória e do encontro é uma realização e conta com apoio: Ateliê Cataprisma, Coletivo Escambau, Associação dos Moradores de Gargalheiras, Fundação José Augusto, Sistema Nacional de Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria de Cultura do RN, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Museu do Seridó lança livro sobre identidade seridoense

O livro Museu do Seridó em Ação: valorizando a identidade seridoense (Volume 1) foi lançado recentemente em Caicó, reunindo pesquisas e experiências desenvolvidas a partir da atuação do Museu do Seridó em diálogo com a Universidade e a comunidade. A obra é resultado de uma parceria entre o projeto de extensão SI Inspira e o Museu do Seridó, vinculados ao Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres/UFRN), e está disponível gratuitamente para download.

Organizado por Anna Cláudia Nobre, diretora do museu, pelo professor Rogério Lima, vice-diretor do Ceres, e por Giovanna de Melo e Matheus Fernandes, estudantes bolsistas de iniciação científica, o livro reúne sete capítulos escritos por pesquisadores, docentes e discentes da UFRN. Os textos abordam temas como o uso de tecnologias na relação entre museu e público, a valorização da cultura regional por meio da música, da fotografia e da memória, além de reflexões sobre identidade, transformações no Seridó, arqueologia e mediação cultural.

Fundado em 1962 pelo padre Antenor Salvino de Araújo, o Museu do Seridó é apresentado na obra como um espaço vivo de preservação, educação e encontro social. Mais do que um registro institucional, o livro evidencia o papel do museu como parte essencial da valorização da identidade seridoense e marca um momento importante das ações de pesquisa, extensão e divulgação científica desenvolvidas na região, inaugurando o primeiro volume de uma coleção dedicada à cultura e à memória do Seridó potiguar.

Para Giovanna de Melo, estudante do curso de Sistemas de Informação, que atuou na revisão dos capítulos, a produção reforçou a importância da formação científica em sua trajetória acadêmica. “Essa experiência evidenciou que a formação científica é fundamental independentemente do curso e ampliou minha compreensão sobre os bastidores da produção científica, indo além da escrita autoral e fortalecendo minha atuação como pesquisadora”, relata.

Já para Anna Cláudia, o livro representa mais do que uma realização acadêmica: é um registro material da importância de uma cultura forte e resistente.

Comitê Estadual de Cultura do RN promove oficina de prestação de contas

Cumprindo sua missão de promover a mobilização social e o fortalecimento das políticas culturais no estado, o Comitê Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte promove nesta terça-feira (25,) a oficina de Prestação de Contas com Iara Carvalho em formato online com acesso gratuito.

Formado por representantes da sociedade civil, o Comitê é uma instância consultiva e propositiva do Programa Nacional dos Comitês de Cultura, iniciativa do Ministério da Cultura que estimula a participação cidadã na construção e acompanhamento das políticas culturais em todo o país.

A oficina atividade vai apresentar orientações práticas para quem atua na produção cultural e precisa organizar, executar e prestar contas de seus projetos com segurança e tranquilidade. Uma oportunidade para tirar dúvidas, fortalecer habilidades e ampliar a autonomia na gestão cultural.

Iara Carvalho é escritora, pesquisadora, produtora e gestora cultural. É graduada em Letras e Mestra em Estudos da Linguagem, pela UFRN, e, atualmente, é pós-graduanda no curso de Gestão em Organizações do Terceiro Setor e Projetos Sociais. É uma das fundadoras do Casarão de Poesia, espaço cultural e biblioteca comunitária, referência potiguar em projetos socioculturais há 18 anos. Atua como parecerista em editais de cultura de âmbito estadual e nacional. Possui mais de 1.000 horas de qualificação certificada em gestão e produção cultural. Atualmente, exerce a função de Coordenadora Executiva do Comitê de Cultura do RN na região do Seridó.

A atividade é gratuita, aberta a todos os públicos e oferece certificado de participação. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas por meio do formulário eletrônico disponível em: https://linktr.ee/comitedeculturadorn

Centenário de José Braz Filho e Adaltiva Pires Galvão terá lançamento de livro

Dia 22 de novembro, às 19h, na Fazenda Talhado, em Acari/RN, as Famílias Galvão & Braz, duas das mais tradicionais do Seridó, celebrarão o centenário de José Braz Filho e Adaltiva Pires Galvão.

Celebração culminada com o lançamento do livro “José Braz Filho e Dona Adaltiva — um casal, uma cidade, um tempo” do historiador acariense Cícero José de Araújo Silva.

Mulheres potiguares celebram a força feminina no cordel no Flipipa

O sábado (1º) amanheceu tomada por versos, xilogravuras e vozes femininas. A primeira atividade do dia no Festival Literário da Pipa (Flipipa) foi a mesa “Cordelutas: mulheres que andam com cordéis – RN”, uma celebração da presença, da luta e da poesia das mulheres que fazem do cordel o seu território de expressão, arte e resistência.

O encontro reuniu nomes como Adélia Costa, Célia Bombom, Fátima Régis, Geralda Efigênia, Ester Havenna, Janaína Leite, Jussiara Soares e Sofya Julyana, mulheres de diferentes gerações que representam o vigor da literatura popular potiguar. A plateia, composta por estudantes da Escola Municipal Vicência Castelo, participou com entusiasmo: ao final, uma das alunas, subiu ao palco para declamar um poema que havia acabado de escrever.

Durante a mesa, foi lançado oficialmente o Manifesto Cordelutas: Mulheres que andam com cordéis, movimento idealizado pela poeta e xilogravurista Adélia Costa, presidente da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins (SPVA/RN). O documento é uma convocação poética e política que busca dar visibilidade às mulheres cordelistas e garantir condições de igualdade dentro do meio literário popular.

Grupo Teatral floresce em Lagoa Nova, com estreia hoje

Neste dia 22, às 16h, o pátio da Escola Estadual Angelita Félix Bezerra se transforma em palco e poesia viva. É ali que o Mandacaru Grupo Teatral apresenta o espetáculo “A Serra de Sant’Ana e sua Lagoa Nova” — um retrato cênico do sertão, onde ecoam vozes de lavadeiras e vaqueiros, coronéis, homens e mulheres que tecem, com suor e esperança, a história do povo de Lagoa Nova.

O espetáculo nasce do Projeto Trapiá Semente, que vem germinando arte e pertencimento pelo Seridó. Crianças e adolescentes, guiados pela curiosidade e pelo encantamento do teatro, mergulharam em pesquisas sobre suas origens, criaram roteiros, escolheram figurinos, imaginaram cenários e descobriram o poder da expressão e da interpretação.

A estreia é mais que um ato final — é o florescer de um grupo que promete seguir cultivando arte em Lagoa Nova. Sob a coordenação de Osmara Silva e direção de Morgana Oliveira, o Mandacaru Grupo Teatral planta suas raízes firmes na cena seridoense, pronto para continuar colhendo e contando histórias que brotam do coração da Serra de Sant’Ana.

O Projeto Trapiá Semente é realização da Associação Cultural Trapiá, através da Lei Câmara Cascudo , com patrocínio do Governo do RN, Secretaria Estadual de Cultura, Fundação José Augusto, Instituto Neoenergia e Neoenergia Cosern. A produção é da Mapa Realizações Culturais e tem apoio da Prefeitura Municipal.

Acari inaugura Casa de Cultura Popular em prédio histórico

A cidade de Acari, no Seridó potiguar, viveu um dia de festa neste sábado (18) com a inauguração da Casa de Cultura Popular Palácio Tomaz de Araújo. Instalado no prédio histórico do antigo Grupo Escolar Tomaz de Araújo, que é a primeira escola da cidade, fundada em 1909, o espaço renasce como um ponto de encontro entre memória, educação e arte.

O evento contou com a presença da governadora Fátima Bezerra, da secretária de Estado da Cultura, Maryland Brito, do diretor-geral da Fundação José Augusto (FJA), Gilson Matias, do prefeito de Acari, Fernando Bezerra, além de parlamentares, artistas e agentes culturais da região.

A requalificação do prédio foi resultado de uma parceria entre a Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (SEEC/SEL) e a FJA. Com investimento de aproximadamente R$ 300 mil, o imóvel teve sua estrutura original preservada e foi adaptado para abrigar atividades culturais e formativas.

“Palavra dita, palavra cumprida. Na data em que assinamos o termo de cessão do prédio, me comprometi a entregar esta casa até o segundo semestre, e aqui estamos. É uma alegria ver este espaço em movimento, cheio de vida e de gente”, declarou a governadora durante a cerimônia.

Com a inauguração em Acari, o estado passa a contar com 28 Casas de Cultura Popular em funcionamento, espalhadas pelos dez territórios de cidadania do RN. A rede integra a política de fortalecimento das identidades regionais e da economia criativa, promovida pela atual gestão. “Essa casa é um símbolo de cidadania e pertencimento. Cuidar da cultura é cuidar do nosso povo, da nossa história e do nosso futuro”, afirmou Fátima.

Currais Novos: FLIC 2025 começa celebrando Suetônia Batista

Teve início neste domingo (19) a quinta edição do Festival Literário de Currais Novos (FLIC), um dos eventos mais importantes do calendário cultural do Seridó. A programação, que segue até o dia 25 de outubro, ocupa diversos espaços da cidade e celebra a força da literatura, da memória e da identidade seridoense.

Neste ano, o festival homenageia a musicista Suetônia Batista (1927–1986), paraibana radicada em Currais Novos e figura marcante na história cultural do município. Pianista, violinista e acordeonista, Suetônia foi uma mulher à frente de seu tempo, reconhecida por desafiar os padrões conservadores da cidade. Em sua homenagem, a Escola de Música de Currais Novos leva o seu nome.

A abertura oficial aconteceu na noite de domingo (19), no Teatro Municipal Ubirajara Galvão, com a apresentação da Banda Maestro Santa Rosa e o espetáculo “O Torto Andar do Outro”, da Cia Pão Doce.

Durante a semana, o público poderá acompanhar rodas de conversa com autores locais e nacionais, entre eles os escritores premiados Socorro Acioli e Marcelino Freire, vencedores do Prêmio Jabuti. Também estão confirmadas participações de Iara Maria Carvalho, Maria Maria Gomes, Wescley J. Gama e Regina Azevedo, além de uma programação intensa com exposições, apresentações teatrais, sessões de cinema, feira do livro e o MiniFLIC, espaço dedicado às crianças com contação de histórias e recreação.