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Samanda é uma ameaça real à reeleição de Zenaide

A disputa pelas cadeiras do senado no RN, já começa a demonstrar o quadro de concorrência ferrenha, revelando o fortalecimento da pré-candidatura da vereadora de Natal, Samanda Alves (PT).

Para especialistas, há avaliações de que a candidata ao senado pelo PT, pode tirar a vaga da atual senadora Zenaide Maia (PSD) no pleito deste ano.

O sistema político liderado pela governadora Fátima Bezerra da governadora, tem Samanda como a candidata prioritária ao Senado.

Foto: Mossoró Agora

Carlos Eduardo não disputará o senado

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves(União Brasil) divulgou nota/comunicado na manhã desta terça-feira,5, confirmando que não será candidato ao Senado no palanque do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.

Alega falta de fundo partidário necessário para a disputa.

Comunicado

Comunico aos meus amigos e amigas de Natal e de todo o Rio Grande do Norte, que nos últimos meses me incentivaram a ser candidato a Senador da República, que após entendimento com o pré-candidato a governador Alysson Bezerra, ficou decidido que não serei candidato ao Senado da República.

Alysson Bezerra me comunicou que a direção nacional do partido União Brasil informou que nessa eleição a prioridade é a eleição de deputados federais e governador e que não haverá disponibilidade do fundo eleitoral partidário para candidatura ao Senado no Rio Grande do Norte.

Agradeço o empenho dos dirigentes do União Brasil no Rio Grande do Norte para viabilizar a nossa candidatura ao Senado.

Como fiz ao longo de toda a minha vida pública, com ou sem mandato, seguirei sempre a disposição de Natal e do Rio Grande do Norte, disposto a contribuir para o debate qualificado e para o avanço do nosso estado.

O desafio de Allyson: A diferença entre a novidade e o novo

O candidato, já foi dito mil vezes, é como noivo: acredita que tudo dará certo. Nem por isso, pela força da oralidade dos falares populares, não é líquida e certa a vitória do ex-prefeito Allyson Bezerra para subir a rampa da governadoria. O primeiro desafio a vencer é perceber que há uma diferença entre a novidade e o novo. Mesmo bem avaliado pelo eleitorado que governou ao longo de seis anos, eleito e reeleito que foi e sempre com as mais amplas e vantajosas maiorias.

Ao desmontar a estrutura do grupo Rosado exaurido, venceu o vício de uma oligarquia de meio século que não soube ser uma escola capaz de formar quadros além da própria família, até cair na própria exaustão. E foi esse o sinal que o muito jovem engenheiro soube perceber, depois de conquistar uma cadeira na Assembleia e se eleger prefeito de Mossoró duas vezes. Ali, antes de qualquer outro fato de grande relevância, pesou o desejo de mudança que a tradição subestimou.

Não se pode negar, a menos que os antolhos tapem a visão, que sua imagem de candidato continua bem avaliada, mas, agora, os atritos serão outros, mais fortes e bem menos controláveis do que foram na luta localizada, preponderantemente, em Mossoró. Serão novos os condimentos e outros os desafios que vão temperar sua campanha majoritária ao governo. O jogo de forças vai além dos pesos e contrapesos de uma campanha municipal e contra aquela oligarquia exaurida.

O quadro põe em relevo, mais uma vez, o maniqueísmo montado nos polos do bem e do mal e sua candidatura, em que pesem as equidistâncias do bolsonarismo e do lulismo, não significa que será mais fácil manter o grande espaço que hoje ostenta. As pesquisas mostram que só bastou o nome de um Bolsonaro, de Flávio, o filho legítimo do bolsonarismo, para manter a força de uma polarização que já existia, mas que teria descido pelo ralo com a candidatura de Tarcísio de Freitas.

O seu grande desafio está na formulação de um marketing que chegue forte e persuasivo no campo do imaginário, sob o risco de assistir que a força do lulismo faça do candidato Cadu Xavier, do PT, o papel do outro polo.

De Vicente Serejo

Agenda de Álvaro no RN será retomada onde Allyson é mais forte

Depois de mais de quinze dias fora da pré-campanha , o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) retornou ao Rio Grande do Norte com informações oficiais que concluiu com sucesso bateria de exames médicos em São Paulo.

Ainda não foram publicadas imagens ou videos do pré-candidato, mas a divulgação da agenda para o próximo sábado.

Dias vai participar de grande encontro com aliados, incluindo o Senador Rogério Marinho, no próximo sábado em Mossoró.

Um bom teste para colocar o termômetro na cidade em que seu principal adversário foi reeleito há dois anos com mais de 78% dos votos e o candidato do PL ficou em terceiro com 7,60%.

Do TL

Ligadas pela trajetória: Samanda assume papel de suceder Fátima no Senado

“Samanda é Fátima”. Essa é a frase que a militância do PT repete desde que a vereadora foi anunciada para substituir a governadora como pré-candidata do partido ao Senado nas eleições de 2026. O slogan sintetiza a estratégia da legenda: reforçar a identificação entre as duas para transferir o capital político da líder petista à sua escolhida. A ligação entre Samanda Alves e Fátima Bezerra, no entanto, não vem de agora.

Os caminhos delas se cruzaram há mais de duas décadas, na correria da militância fazendo campanha nas ruas. O ano era 2002. O presidente Lula seria eleito pela primeira vez, Fátima se tornaria a deputada federal mais votada do RN. Samanda chamou a atenção dela entregando panfleto “pra cima e pra baixo”, como diz a vereadora, pilotando sua Honda Biz. “Eu era danada”, conta a atual presidente estadual do PT.

Samanda diz que começou a acompanhar mais de perto a atuação de Fátima, que naquele ano conquistara uma cadeira inédita para o PT do Rio Grande do Norte, com mais de 160 mil votos. Passada a campanha, depois de se formar em Engenharia da Computação, a militante “danada” foi trabalhar na área de informática no escritório do mandato da então parlamentar em Natal.

Logo passou a cuidar da agenda de Fátima, a quem assessorou durante 20 anos na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no Governo do Rio Grande do Norte.

Esteve na linha de frente da reeleição de Fátima em 2010, quando foi a deputada federal mais votada da história do Rio Grande do Norte, com mais de 220 mil votos. Depois, participou da vitoriosa campanha ao Senado em 2014 e das disputas pelo Governo do Estado em 2018 e 2022.

Além de assessorar Fátima, Samanda também foi coordenadora nacional de Políticas LGBT e atuou no Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Em 2022, foi candidata pela primeira vez a deputada federal, mas ficou na primeira suplência da Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB.

Do SAIBA MAIS

Flávio Rocha repercute nota de Cassiano Arruda e descarta de vez candidatura ao Senado em 2026 pelo RN

O empresário Flávio Rocha repercutiu, em seu Instagram, uma nota do jornalista Cassiano Arruda publicada na coluna Roda Viva neste domingo (03). No texto, é cravada uma posição direta: Rocha está fora da disputa pelo Senado Federal nas eleições que se aproximam.

Veja a íntegra da notícia de Cassiano repercutida por Flávio Rocha:

O empresário Flávio Rocha mantém a decisão de permanecer à margem da política partidária, trajetória que interrompeu após dois mandatos como deputado federal (1986 e 1990). À época, ele fez história como o candidato mais votado do Rio Grande do Norte e, proporcionalmente, do Brasil. No entanto, mesmo fora das disputas eleitorais, Rocha nunca se distanciou dos interesses do Estado.

Nos últimos 26 anos, seu nome tem sido uma lembrança constante nos bastidores políticos. Agora, em plena pré-campanha, os convites ganham repercussão espontânea, sem que ele precise fazer pronunciamentos ou conceder entrevistas. O movimento em torno de seu nome flui naturalmente, impulsionado por sua relevância no cenário nacional.

Com a responsabilidade de quem lidera um dos principais grupos industriais do país, ele resume sua postura com clareza e desprendimento; de Lisboa, Portugal, onde tem 2ª residência, ele falou a esta Roda Viva: – “Eu não preciso de um mandato popular para servir ao nosso Rio Grande do Norte”.

Zenaide poderá se recompor com o PT do RN

De acordo com informações do jornalista Bruno Araújo, há articulações em andamento para que a parlamentar retorne à base governista e assuma papel de destaque na disputa pelo Senado.

Um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo cogitado nas próximas semanas, com o objetivo de alinhar nacionalmente essa possível mudança de posicionamento.

Nos últimos meses, Zenaide vinha mantendo proximidade política com o pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, o que indicava um distanciamento do grupo da governadora. Apesar disso, não houve anúncio formal de rompimento entre as partes.

A eventual reconfiguração política ocorre em meio a incertezas envolvendo Allyson Bezerra, como questionamentos judiciais em meio a Operação Mederi e variações em levantamentos eleitorais, fatores que podem estar contribuindo para uma reaproximação entre a senadora e o grupo governista.

Cadu diz que quer um vice de confiança

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) afirmou que a escolha do vice em sua chapa ainda está em aberto e será definida com base em critérios políticos e de confiança. Segundo ele, diferentemente de outros grupos que já fecharam suas composições, sua candidatura mantém espaço para novas alianças.

Durante entrevista à TV Futuro, Cadu destacou que a definição não será apressada e que o nome escolhido precisa atender a requisitos considerados fundamentais para a campanha e eventual gestão. “O que eu não abro mão é que seja uma pessoa de confiança, comprometida no processo eleitoral e na gestão também”, declarou.

Álvaro projeta 2º turno com Cadu por causa da polarização nacional

Ao ser questionado sobre o acerto que diz ter tido nas eleições de 2024, quando previu que Carlos Eduardo Alves ficaria fora do segundo turno, o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, usou o episódio como base para projetar o cenário de 2026, com direito a aposta firme na polarização, durante entrevista concedida ao programa Repórter 98, da 98 FM, nesta terça-feira (14).

“Eu sabia da aprovação popular da nossa gestão. Quando a gente encerrou, foi com 65% de aprovação. Por isso eu sabia que Paulinho Freire ia ser eleito e que Carlos Eduardo não ia para o segundo turno”, afirmou, ao justificar a leitura que fez do cenário eleitoral na época.

Na mesma linha, disse ter feito a leitura correta também sobre o outro lado da disputa. “Eu sabia que o PT unido, apoiando a candidatura de Natália Bonavides, teria condições de ir para o segundo turno. Foi essa a avaliação que nós fizemos e deu certo”, acrescentou, ao citar o desempenho do campo adversário.

A partir desse raciocínio, Álvaro projeta repetir o cenário na eleição estadual e não inclui o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, entre os dois finalistas. “Essa eleição vai polarizar. A eleição para o Governo do Estado vai seguir os mesmos moldes da eleição municipal. Meu raciocínio é o mesmo”, disse, ao sustentar a expectativa de repetição do padrão eleitoral.

Em seguida, foi direto ao ponto. “Nós acreditamos que vai para o segundo turno a nossa candidatura e a candidatura de Cadu Xavier”, declarou, ao cravar os nomes que, na sua avaliação, avançam na disputa.

Ao comentar o desempenho de Allyson em Mossoró, tratou de relativizar o peso eleitoral do município no contexto estadual. “Mossoró não é o Rio Grande do Norte. Mossoró não é o Rio Grande do Norte, é apenas uma cidade”, repetiu, em tom enfático.

Apesar de descartar o adversário da disputa final, Álvaro deixou aberta a possibilidade de aliança futura. Questionado se aceitaria apoio de Allyson em um eventual segundo turno, respondeu sem rodeios: “Aceitaria o apoio de todos os que quiserem votar, apoiar”, afirmou, sinalizando abertura política.

Vice de Cadu ainda falta ser definido pelo PT

Tido leva a crer que, não será para já, a definição do vice ou da vice na chapa do pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT).

REUNIÃO

Haverá um importante encontro reunião que vai acontecer na quarta-feira 15 entre os partidos aliados. Internamente, o partido considera que, antecipar essa escolha poderia engessar o processo político, limitando articulações e reduzindo a margem de negociação com aliados.