
Escreve o jornalista Vicente Serejo em sua coluna na TN:
“O silêncio do deputado Ezequiel Ferreira diante de uma possível – ou não – mudança de partido, mostra o peso político de sua decisão. É a pedra que falta no cenário da eleição 2026”.

Escreve o jornalista Vicente Serejo em sua coluna na TN:
“O silêncio do deputado Ezequiel Ferreira diante de uma possível – ou não – mudança de partido, mostra o peso político de sua decisão. É a pedra que falta no cenário da eleição 2026”.
Os integrantes da bancada bolsonarista na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), formada pelos deputados estaduais que apoiam a pré-candidatura a governador do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), apostam que a Operação Mederi causará um abalo na pré-candidatura a governador do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União).
É o que pensa, por exemplo, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL), para quem a operação deverá causar um “desgaste na imagem” do prefeito, que é suspeito de ser um dos beneficiários do esquema de distribuição de propina batizado de “Matemática de Mossoró” pela Polícia Federal (PF).
“Eu acredito que desgasta a imagem dele sim. Ninguém recebe a Polícia Federal em casa com tranquilidade dizendo que vai tomar café da manhã”, comentou o deputado, ironizando o prefeito, que afirmou estar “tranquilo” após ser alvo de busca e apreensão em sua casa, em um condomínio de luxo em Mossoró.
“Não tem esse negócio de receber com tranquilidade, não tem esse negócio de cordialidade”, provocou o parlamentar.
Luiz Eduardo citou que “já estão surgindo fatos sobre conta laranja, inclusive em nome de pessoas menores de idade, além de algumas omissões no pronunciamento do pré-candidato a governador sobre materiais que foram apreendidos na casa dele”. “Está tudo vindo à luz”, comentou.
SAIBA MAIS
O ativista Ivan Baron, que recentemente se desfiliou do MDB, se encontrou com o presidente Lula (PT) na Marquês de Sapucaí no dia do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o petista.
A este colunista, Ivan relatou que ouviu de Lula que ele seria o candidato a deputado estadual da primeira-dama Janja no Rio Grande do Norte, e que o presidente assinaria sua ficha de filiação ao PT. Nos bastidores, apurei que Janja deverá vir pessoal participar do ato de filiação.
Detalhe político: Ivan assinou sua ficha no MDB pelas mãos de Walter Alves, que no RN rompeu com o PT. Agora, o movimento é inverso com a própria Janja articulando sua ida para o PT.
Em entrevista ao portal Saiba Mais, Baron acrescentou: “O encontro aconteceu logo após o desfile, ele estava muito feliz pela homenagem da escola e brincou comigo dizendo que eu já era o ‘candidato de Janja’ e que ela fez de tudo para me ajudar a ir ao PT, e que em breve iria assinar minha ficha de filiação”.
De Saulo Spinelly
O governo Fátima deu início à destituição de cargos indicados pelo MDB no Executivo estadual. O diretor-presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Sérgio Rodrigues, teve a saída anunciada nesta quarta-feira (11).
A mudança foi comunicada pela própria estatal. Sérgio Rodrigues era um nome indicado pelo vice-governador Walter Alves (MDB), que rompeu com o governo e se aliou com a chapa oposicionista encabeçada por Allyson Bezerra (MDB). Rodrigues foi empossado no comando da Companhia em agosto do ano passado e ficou menos de um ano no cargo.
No comando da Caern, assume o diretor de Planejamento e Finanças da Caern, George Marcos, que vai acumular essa função com a de diretor-presidente.
“Sua escolha sinaliza uma transição focada na continuidade dos projetos estratégicos da Caern”, informou a Companhia. A exoneração de Sérgio Rodrigues ainda não foi publicada no Diário Oficial do Estado.
Por outro lado, outro nome já consta como exonerado “a pedido” no Diário Oficial: o do então secretário-adjunto da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Geomarque Júnior. A exoneração aparece no Diário desta quarta (11).
Além da Caern, o MDB tem nomes indicados em três secretarias do primeiro escalão da gestão petista: Paulo Varella, na pasta de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh); Alan Silveira, no Desenvolvimento Econômico (Sedec); e Luciano Santos na cadeira de Assuntos Federativos (Seaf).
Em entrevista ao programa Tamo Junto da Rádio Universitária, nesta quarta, o secretário do Gabinete Civil do RN e articulador político do governo, Raimundo Alves, comentou brevemente sobre as mudanças em curso na gestão. Ele disse que “se governa com aliados”.
“Eu sempre digo que os cargos comissionados, mesmo indicados por quem quer que seja, depois que entram no governo eles fazem parte do governo, são ocupados por pessoas, e aí a partir da avaliação dessas pessoas e do interesse da gestão, da afinidade com a gestão é que é avaliado e como é que essas situações vão se acomodando”, afirmou.
Do SAIBA MAIS
A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, fechou acordo e vai apoiar a pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte. Em foto na sede da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Kátia aparece ao lado do ex-prefeito de Natal e de seu companheiro de chapa, Babá Pereira, sinalizando alinhamento político.
A aliança chama atenção porque Kátia é filiada e presidente municipal do União Brasil, partido que tem como pré-candidato oficial ao Governo do Estado o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, lançado recentemente em evento partidário realizado em Natal, com a presença da cúpula estadual da legenda, além de outros líderes de partidos aliados. O movimento da vice-prefeita de Parnamirim, portanto, contraria frontalmente a estratégia estadual da legenda.
Nos bastidores, fontes ligadas ao União Brasil avaliam que a decisão de Kátia escancara um novo capítulo de tensão interna e enfraquece o discurso de unidade defendido pelo presidente estadual da sigla, o ex-senador José Agripino Maia. Até o momento, Agripino não se manifestou publicamente sobre o episódio, mas interlocutores próximos admitem desconforto e classificam o gesto como “deslealdade política”.
Henrique Eduardo Alves protocolou, nesta quarta-feira 11, no Diretório Estadual do PSB no Rio Grande do Norte, o pedido de desfiliação da legenda.
Henrique foi candidato a deputado federal pelo PSB nas eleições de 2022. Na ocasião, a filiação ao partido ocorreu em razão da relação pessoal e política com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, com quem atuou como deputado federal constituinte durante o período de redemocratização.
A formalização do desligamento junto à Justiça Eleitoral está prevista para esta quinta-feira 12.
O PSB e o PDT disputam a indicação do candidato que fará dobradinha com a governadora Fátima Bezerra (PT) na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Rio Grande do Norte. Do lado dos socialistas, o nome cotado é o do advogado, empresário e professor Luiz Gomes. Já os trabalhistas querem que o espaço seja ocupado pelo ex-senador e ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates.
Luiz Gomes foi convidado na semana passada pela ex-deputada estadual Larissa Rosado, presidente do diretório potiguar da legenda, para se filiar ao PSB. Ele afirmou que recebeu o convite “com muita serenidade e senso de responsabilidade”, além de confirmar a proposta de colocar seu nome à disposição para uma possível candidatura ao Senado.
“Em especial, após reunião com a presidente do PSB do Rio Grande do Norte, a ex-deputada estadual Larissa Rosado, fui lembrado para essa missão, o que muito me honra, sobretudo pelo reconhecimento de uma liderança construída ao longo de mais de 30 anos de atuação no Estado”, comentou.
No currículo, Luiz Gomes carrega a experiência de ter sido conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), primeiro ouvidor-geral da OAB-RN de 2002 a 2003 e presidente da Associação Norte Rio-grandense dos Advogados Trabalhistas (Anatra), no período de 2009 a 2013. Atualmente, é diretor-geral da Associação Brasileira dos Advogados (ABA-RN) e presidente da Escola Superior da Advocacia Trabalhista do RN (ESAT).
Ele já disputou duas eleições: foi candidato a deputado estadual em 2014 e a vice-prefeito de Natal em 2016, na chapa encabeçada pela ex-deputada estadual Márcia Maia, atualmente no PDT, mas que à época estava filiada ao PSDB.
O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PSD) afirmou nesta segunda-feira (9), em entrevista à 98 FM Natal, que ainda não decidiu se será candidato nas eleições de outubro nem qual cargo poderá disputar. Segundo ele, a indefinição sobre o próprio futuro eleitoral tem motivado o afastamento temporário de agendas e eventos políticos.
A declaração foi dada ao comentar sua ausência no evento “RN do Futuro”, realizado no fim de semana e que marcou o lançamento da pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do Rio Grande do Norte. O encontro reuniu lideranças e partidos que integram o grupo político de Allyson, incluindo o PSD, legenda à qual Carlos Eduardo é filiado.
De acordo com o ex-prefeito, a decisão de não comparecer ao evento está relacionada à falta de definição pessoal sobre uma eventual candidatura. “Eu não tenho ainda um projeto político definido. Não sei se serei candidato ou a quê serei candidato. Então, enquanto não tomar uma decisão, não vou para lugar nenhum”, declarou.
Carlos Eduardo reforçou que a participação em atos políticos dependerá dessa escolha. “Quando eu decidir, aí sim vou me engajar. Eu estou no meu canto”, acrescentou.
No encontro nacional do PT, em Salvador, na sexta-feira (06), o coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, José Guimarães, reafirmou que eleger senadoras e senadores é fundamental para barrar o avanço da extrema-direita no Senado Federal e que Fátima senadora é prioridade.
“O PT precisa eleger senadoras e senadores para barrar o avanço da extrema direita no Senado Federal. Lula precisa de Fátima no Senado”, disse Guimarães.
Fátima participou do evento ao lado do pré-candidato ao Governo, Cadu Xavier, e da presidente estadual do PT, Samanda Alves.
Ao afirmar, sem rodeios, que é “candidatíssima ao Senado”, a governadora Fátima Bezerra (PT) reafirma publicamente uma pré-candidatura que já vinha sendo construída, mas que ganha novo peso político diante do cenário de incertezas no Rio Grande do Norte e da disputa nacional de 2026. Em declarações recentes, a chefe do Executivo potiguar insere seu projeto eleitoral em uma estratégia mais ampla, ancorada em três eixos: a defesa dos interesses do Estado, o compromisso com a democracia e a necessidade de fortalecer a governabilidade do presidente Lula em um Congresso marcado pela ofensiva da direita e da extrema direita.
“Isso aqui não é um projeto pessoal”, afirmou a governadora, ao sustentar que sua trajetória como servidora, parlamentar e gestora pública seria a base de legitimidade para a nova etapa“.
No plano estadual, a Fátima confirma a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado, a governadora reafirma que o PT e a federação de esquerda trabalham para montar chapas competitivas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, conscientes de que a correlação de forças local e nacional será decisiva tanto para a transição no Executivo quanto para a disputa majoritária.
Fátima reconhece que a decisão de Walter de não disputar a reeleição e de rever compromissos anteriormente pactuados causou surpresa política, num cenário em que, inicialmente, estava desenhado que ele assumiria o governo e seria o candidato natural à continuidade. A governadora, contudo, faz questão de frisar que o diálogo institucional foi preservado e que os desdobramentos desse processo, inclusive a redefinição das alianças e da condução da transição, serão tratados com maior profundidade em outro momento.