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Álvaro Dias acredita que ele e Cadu irão para o segundo turno

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, afirmou que a disputa eleitoral de 2026 no Estado deverá ser polarizada entre o seu grupo político e o do PT.

Segundo ele, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), apesar de liderar atual, nas pesquisas para governador, pode ficar fora do segundo turno da eleição.

REPETIÇÃO

De acordo com Álvaro, pode acontecer em 2026 o que ocorreu na eleição de Natal em 2024, quando o favorito nas pesquisas, Carlos Eduardo (PSD), ficou fora do segundo turno. Na época, a disputa foi entre o atual prefeito Paulinho Freire, e a candidata do PT, Natália Bonavides.

Natáilia continua cotada para o senado

O nome da deputada federal Natália Bonavides está, sim, sendo avaliado para o Senado à luz das pesquisas eleitorais.

Uma fonte me disse que os números a colocam em situação mais favorável do que a da governadora Fátima Bezerra, hoje acossada por uma rejeição que pode comprometer o projeto majoritário.

O nome de Natália cresceu significativamente após a última eleição em Natal, quando a parlamentar chegou ao segundo turno contra o prefeito Paulinho Freire — o vencedor. Tornou-se, para o partido, um símbolo de renovação.

O PT nacional — Edinho Silva, Gleisi Hoffmann, et caterva — monitora a opção “Natália” com lupa.

Para não melindrar a governadora, a deputada federal tem reiterado sua pré-candidatura à reeleição. Sabe, contudo, que dificilmente escaparia a uma convocação de Brasília para substituir Fátima na disputa.

Ainda mais se o presidente Lula pedir.

Alguém duvida que o demiurgo decidirá a parada? A palavra final sempre foi dele.

De Diógenes Dantas em sua coluna

MDB de Mossoró resiste em acompanhar Walter no apoio a Allyson

O MDB de Mossoró não foi ouvido sobre a posição do partido anunciado por Walter Alves. Os emedebistas do segundo maior colégio eleitoral do RN, em um primeiro momento, não aceitam apoiar Allyson Bezerra (União Brasil) para o governo do Estado.

SAÍDA: O único vereador do partido, Cabo Deyvison, já anunciou que vai pedir a anuência para deixar o partido.

Federação Brasil da Esperança reafirma Cadu no RN

A Federação Brasil da Esperança no Rio Grande do Norte divulgou nesta quarta-feira (21) uma nota política em que analisa a reconfiguração das forças conservadoras no estado e reafirma o nome de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu Xavier (PT), como pré-candidato ao Governo em 2026. O posicionamento ocorre em meio à fragmentação do campo da direita e à formalização de diferentes projetos que disputam o eleitorado oposicionista, com destaque para a pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e a movimentação do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

No documento, a Federação sustenta que o ciclo político iniciado pela governadora Fátima Bezerra não pode ser interrompido e que sua continuidade tem caráter estratégico para o desenvolvimento do estado. A nota afirma ainda que Cadu Xavier reúne “todas as condições” para dar prosseguimento a esse projeto e que a aliança também atuará para eleger Fátima Bezerra ao Senado, em uma articulação de dimensão estadual e nacional.

A manifestação ocorre um dia após a direita potiguar oficializar Álvaro Dias como seu nome para o Governo, em articulação liderada pelo PL e pelo senador Rogério Marinho, que retirou sua própria pré-candidatura para assumir a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Apesar do anúncio, o campo oposicionista segue dividido. Allyson Bezerra mantém agenda de pré-campanha, amplia alianças no interior e lidera pesquisas recentes, configurando ao menos dois polos distintos na disputa pelo mesmo eleitorado.

A fragmentação também se expressa na reorganização partidária. O MDB, comandado no estado pelo vice-governador Walter Alves, rompeu com o governo e passou a integrar o bloco oposicionista, articulando-se em torno da possível candidatura de Allyson. Já o núcleo mais identificado com o bolsonarismo, formado por PL, Republicanos e PSDB, aposta em Álvaro como representante de um projeto alinhado à extrema-direita nacional.

Quem será o candidato da direita: Álvaro Dias ou Styvenson Valentim?

Um dia antes de se reunir com Rogério Marinho, Álvaro Dias e Paulinho Freire, o senador Styvenson Valentim afirmou, com todas as letras, a um interlocutor:

— Não há força humana que me faça ser candidato ao governo. Estou com a minha reeleição encaminhada e disso não abro mão.

Parece-me que o neotucano manteve essa disposição diante dos aliados na reunião que definiu o candidato ao governo no campo da direita.

Sem Rogério Marinho na chapa — alçado a coordenador político da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro —, Álvaro Dias foi escolhido como substituto.

Não era para menos. O ex-prefeito de Natal se mostrava mais determinado:

— Sou candidato a governador de qualquer jeito — disse, resoluto.

Assim, Styvenson Valentim permanecerá na disputa pelo Senado. Apesar dos apelos de Rogério e de Paulinho Freire, o senador avaliou o risco de trocar o certo pelo duvidoso.

— No Senado, tenho condições de continuar ajudando muitos municípios do Rio Grande do Norte, como venho fazendo ao longo dos anos. No governo, vou desagradar muita gente por causa da crise fiscal. O Estado está quebrado — comentou Styvenson a outro interlocutor.

O anúncio oficial sobre a candidatura da direita ao governo será hoje, a partir das 10h, na sede do PL, em Natal.

Aceita um palpite — daqueles sem direito a devolução?

Quem apostar em Álvaro Dias tem 50% de chance de acertar. Quem apostar em Styvenson, outros 50%.

Eu apostaria em Álvaro. A conferir.

De Diógenes Dantas

Fernando Mineiro: “Walter Alves volta para o colo de onde veio”

Ao recusar a cadeira de governador com a já anunciada renúncia de Fátima Bezerra, que concorrerá ao Senado, Walter deixará vago o cargo. Com a iminente possibilidade do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, também recusar o posto, o Tribunal de Justiça deve convoca uma eleição indireta para um mandato tampão.

Nesta entrevista à agência Saiba Mais, o deputado federal Fernando Mineiro (PT) avalia o cenário e os desdobramentos dessa decisão no campo político e administrativo do Estado.

Confira a entrevista abaixo:

O vice-governador Walter Alves já vinha dando sinais de que romperia a aliança com o PT no Estado, o que foi oficializado nesta segunda-feira (19). Na sua avaliação, qual o impacto dessa decisão no cenário político do Estado?

A decisão de Walter Alves não é nenhuma surpresa pois já tinha sido anunciada há mais de dois meses. Com a formalização do rompimento com o projeto que ajudou a eleger em 2022 e o anúncio de sua adesão a um dos grupos da oposição local ao nosso governo, ele retorna a seu lugar de origem: o campo político da centro-direita e da direita no estado. Mais do que uma “indisposição” para assumir a gestão do estado, Walter Alves assume a sua “indisposição” para avançar politicamente, se negando a assumir papel importante na construção de um projeto político – administrativo avançado e progressista para o RN – e se volta para o colo político tradicional de onde veio, para ser comandado pelos interesses de Alves/Maia que, ao fim e ao cabo, serão os tutores e condutores da candidatura que ele passa a apoiar. Se alguém lembrar da fábula de Esopo e disser que isso é da natureza do escorpião não estará de todo errado.

A reação do PT foi rápida, reafirmando o apoio às candidaturas de Fátima, ao Senado Federal, e de Cadu Xavier, ao Governo do Estado.

Confira a entrevista abaixo:

O vice-governador Walter Alves já vinha dando sinais de que romperia a aliança com o PT no Estado, o que foi oficializado nesta segunda-feira (19). Na sua avaliação, qual o impacto dessa decisão no cenário político do Estado?

A decisão de Walter Alves não é nenhuma surpresa pois já tinha sido anunciada há mais de dois meses. Com a formalização do rompimento com o projeto que ajudou a eleger em 2022 e o anúncio de sua adesão a um dos grupos da oposição local ao nosso governo, ele retorna a seu lugar de origem: o campo político da centro-direita e da direita no estado. Mais do que uma “indisposição” para assumir a gestão do estado, Walter Alves assume a sua “indisposição” para avançar politicamente, se negando a assumir papel importante na construção de um projeto político – administrativo avançado e progressista para o RN – e se volta para o colo político tradicional de onde veio, para ser comandado pelos interesses de Alves/Maia que, ao fim e ao cabo, serão os tutores e condutores da candidatura que ele passa a apoiar. Se alguém lembrar da fábula de Esopo e disser que isso é da natureza do escorpião não estará de todo errado.

A reação do PT foi rápida, reafirmando o apoio às candidaturas de Fátima, ao Senado Federal, e de Cadu Xavier, ao Governo do Estado. A nota oficial do partido também afirma que o PT terá um candidato na eleição indireta que a ALRN deve realizar em razão da vacância no cargo. Quem, na sua avaliação, deve ser o candidato do PT ao mandato tampão?

A nota divulgada pelo PT reafirma, de forma firme e contundente, as candidaturas de Cadu ao governo do estado e a de Fátima ao Senado. Essa posição implica a renúncia de Fátima para concorrer à vaga. Se prevalecer o que por ora se sabe, o deputado Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa e, portanto, o próximo na linha sucessória, não assumirá o cargo de governador. Com isso, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ibanez Monteiro, assumirá o cargo e convocará eleições indiretas; os deputados e as deputadas estaduais terão até 30 dias para escolherem quem concluirá o atual mandato. Qualquer cidadão ou cidadã em pleno gozo de seus direitos políticos poderá concorrer ao cargo.

Rogério deve anunciar saída da disputa pelo Governo do RN nesta quarta (21)

O senador Rogério Marinho, presidente estadual do PL, deve anunciar nesta quarta-feira (21), às 10h, a desistência da pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte. O parlamentar convocou uma coletiva de imprensa na sede do PL-RN, em Natal.

Rogério deve focar na coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. O senador é aliado de Paulinho Freire (União Brasil), Styvenson Valentim (PSDB) e Álvaro Dias (Republicanos). Um dos dois últimos deve ser escolhido para representar o campo que une nomes da direita e extrema-direita para o Executivo potiguar.

“Neste primeiro momento, nós estamos ajudando o nosso candidato a presidente nesse trabalho interno. Não só de contatos, mas também de formação de palanques em cada Estado, com partidos que convergem conosco. Mesmo com a impossibilidade da candidatura do presidente Bolsonaro, a estratégia permanece a mesma, de fazermos uma bancada consistente e maiúscula aqui no Senado da República”, disse.

Rogério terá reunião com Ezequiel

O senador do PL vai definir o aseu destino no pleito de 2026. A expectativa é que essa definição ocorra até a próxima quinta-feira.

A principal reunião está marcada para esta terça-feira, com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. O encontro tem como objetivo discutir uma possível aliança política.

No estado, Rogério iniciou diálogos com aliados próximos sobre os rumos do PL no Rio Grande do Norte. O senador aguardava o retorno de Álvaro Dias e Styvenson Valentim para tratar das decisões.

Governador

Com Styvenson, a conversa envolve saber se ele mantém o projeto de disputar o Governo. Com Álvaro, o ponto central é a possibilidade de rever o acordo que o colocava como substituto de Rogério. Após essas conversas, o senador pretende fechar os entendimentos com Ezequiel.

PT confirma Fátima na disputa pelo Senado e candidatura para mandato-tampão

O PT terá candidatura para a eleição indireta que será realizada na Assembleia Legislativa referente ao cargo de governador, para o mandato-tampão a partir de abril de 2026. A informação foi comunicada na tarde desta segunda-feira (19) pela presidenta estadual do partido, Samanda Alves, depois que o vice-governador Walter Alves (MDB) anunciou que não assumirá o Executivo após a renúncia de Fátima Bezerra.

“Diante da decisão do vice-governador de não assumir essa responsabilidade, o PT apresentará candidatura ao Governo do Estado para o mandato de abril a dezembro, no processo de eleição indireta que deverá ocorrer na Assembleia Legislativa”, informou a nota do PT-RN, assinada por Samanda Alves.

Walter Alves decidiu que vai renunciar ao mandato de vice-governador em 4 de abril para ser candidato a deputado estadual, no prazo máximo de desincompatibilização para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Como Fátima também sairá para concorrer ao Senado, o Executivo potiguar ficará sem comandante a partir de abril de 2026. Com isso, a lei determina que o presidente do Tribunal de Justiça assuma o posto de governador e convoque, em até 30 dias, uma eleição indireta, realizada pela Assembleia Legislativa. O mandato tampão teria uma prazo até 5 de janeiro de 2027.

Na nota divulgada pelo PT, a sigla diz que há mais de um ano trabalha com a perspectiva da candidatura da governadora Fátima Bezerra ao Senado Federal, por três razões centrais. O texto cita a defesa dos interesses do Rio Grande do Norte; o compromisso com a estabilidade democrática, diante da ofensiva da extrema direita para conquistar maioria no Senado; e o apoio ao projeto nacional de desenvolvimento liderado pelo presidente Lula.

“Estamos realizando todos os diálogos necessários com as forças políticas comprometidas com o Rio Grande do Norte para vencer essa disputa, com muita unidade interna e certos de que o Estado não pode ter sua estabilidade comprometida e precisa seguir com as políticas públicas e as obras que estão em andamento.

Curso de Medicina no RN recebe avaliação insatisfatória no Enamed e pode sofrer restrições

Um curso de Medicina do Rio Grande do Norte foi classificado com avaliação insatisfatória no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A Faculdade de Enfermagem Nova Esperança de Mossoró (FACENE/RN) recebeu conceito 2, índice considerado insuficiente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília.

O resultado coloca a instituição potiguar entre os mais de 100 cursos de Medicina do país que obtiveram conceitos 1 ou 2 e que poderão sofrer penalidades, como restrições no acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e limitação ou suspensão de vagas para novos alunos.

No total, o Enamed avaliou 351 cursos de Medicina em todo o Brasil. Desse universo, cerca de 30% ficaram nas faixas consideradas insuficientes. Segundo o Inep, 24 cursos receberam conceito 1, o menor índice, e 83 obtiveram conceito 2. A avaliação contou com a participação de aproximadamente 89 mil estudantes, entre concluintes e alunos de outros semestres.

Entre os cerca de 39 mil estudantes concluintes avaliados, apenas 67% alcançaram o que o instituto classifica como “resultado proficiente”, enquanto quase 13 mil não atingiram desempenho considerado satisfatório.

A análise por tipo de instituição revelou diferenças no desempenho dos cursos:

Instituições públicas municipais: 87,5% dos cursos nas faixas 1 e 2
Instituições privadas com fins lucrativos: 58,4% com conceitos insuficientes
Instituições especiais: 54,6% nas faixas 1 e 2
Instituições privadas sem fins lucrativos: cerca de um terço com avaliação insuficiente
Os melhores desempenhos, com conceitos 4 e 5, concentraram-se nas universidades públicas federais e estaduais. Nas federais, 87,6% dos cursos alcançaram essas faixas, enquanto nas estaduais o percentual foi de 84,7%. Instituições comunitárias e confessionais também tiveram resultados concentrados na faixa 4.

Cursos que receberam conceito 2 deverão passar por redução de vagas para ingresso.