Ao ser questionado sobre o acerto que diz ter tido nas eleições de 2024, quando previu que Carlos Eduardo Alves ficaria fora do segundo turno, o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, usou o episódio como base para projetar o cenário de 2026, com direito a aposta firme na polarização, durante entrevista concedida ao programa Repórter 98, da 98 FM, nesta terça-feira (14).
“Eu sabia da aprovação popular da nossa gestão. Quando a gente encerrou, foi com 65% de aprovação. Por isso eu sabia que Paulinho Freire ia ser eleito e que Carlos Eduardo não ia para o segundo turno”, afirmou, ao justificar a leitura que fez do cenário eleitoral na época.
Na mesma linha, disse ter feito a leitura correta também sobre o outro lado da disputa. “Eu sabia que o PT unido, apoiando a candidatura de Natália Bonavides, teria condições de ir para o segundo turno. Foi essa a avaliação que nós fizemos e deu certo”, acrescentou, ao citar o desempenho do campo adversário.
A partir desse raciocínio, Álvaro projeta repetir o cenário na eleição estadual e não inclui o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, entre os dois finalistas. “Essa eleição vai polarizar. A eleição para o Governo do Estado vai seguir os mesmos moldes da eleição municipal. Meu raciocínio é o mesmo”, disse, ao sustentar a expectativa de repetição do padrão eleitoral.
Em seguida, foi direto ao ponto. “Nós acreditamos que vai para o segundo turno a nossa candidatura e a candidatura de Cadu Xavier”, declarou, ao cravar os nomes que, na sua avaliação, avançam na disputa.
Ao comentar o desempenho de Allyson em Mossoró, tratou de relativizar o peso eleitoral do município no contexto estadual. “Mossoró não é o Rio Grande do Norte. Mossoró não é o Rio Grande do Norte, é apenas uma cidade”, repetiu, em tom enfático.
Apesar de descartar o adversário da disputa final, Álvaro deixou aberta a possibilidade de aliança futura. Questionado se aceitaria apoio de Allyson em um eventual segundo turno, respondeu sem rodeios: “Aceitaria o apoio de todos os que quiserem votar, apoiar”, afirmou, sinalizando abertura política.
