Em política, não se deve dizer nunca ou sempre quando o assunto são previsões e análises. Mas, diante do resultado das urnas, é possível constatar fatos e avaliar as consequências das escolhas feitas ao longo da campanha. Um deles diz respeito às lideranças tradicionais que saem do pleito sem mandato ou com menos espaço político.
A partir de 2027, alguns nomes terão de reorganizar seus caminhos. É o caso da senadora Zenaide Maia (PSD), que não conseguiu a reeleição; do vice-governador Walter Alves (MDB), que não conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa e declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno; do deputado estadual Hermano Morais (MDB), candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra; e do deputado federal Robinson Faria (PP), que não renovou o mandato.
O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo não disputou cargos, mas apoiou Allyson desde o início da campanha. Já o também ex-prefeito Álvaro Dias esteve na linha de frente da campanha de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Norte. Para ambos, o resultado impõe o desafio de encontrar espaço no novo cenário político, agora sob a liderança dos grupos vencedores.
Álvaro Dias e Allyson Bezerra têm ainda outro ponto em comum: ambos terão parentes próximos na Assembleia Legislativa. O filho de Álvaro, Adjuto Dias, foi reeleito deputado estadual, enquanto Cinthia de Allyson, mulher do ex-prefeito de Mossoró, conquistou uma cadeira na Casa.
Os dois mandatos podem ganhar importância nas articulações para a escolha da próxima presidência da Assembleia Legislativa. Em uma disputa que envolve composição de bancadas, alianças e força política, cada voto poderá ter peso nas negociações para definir o comando do Legislativo potiguar.
Do TL
