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Zenaide poderá se recompor com o PT do RN

De acordo com informações do jornalista Bruno Araújo, há articulações em andamento para que a parlamentar retorne à base governista e assuma papel de destaque na disputa pelo Senado.

Um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo cogitado nas próximas semanas, com o objetivo de alinhar nacionalmente essa possível mudança de posicionamento.

Nos últimos meses, Zenaide vinha mantendo proximidade política com o pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, o que indicava um distanciamento do grupo da governadora. Apesar disso, não houve anúncio formal de rompimento entre as partes.

A eventual reconfiguração política ocorre em meio a incertezas envolvendo Allyson Bezerra, como questionamentos judiciais em meio a Operação Mederi e variações em levantamentos eleitorais, fatores que podem estar contribuindo para uma reaproximação entre a senadora e o grupo governista.

Cadu diz que quer um vice de confiança

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) afirmou que a escolha do vice em sua chapa ainda está em aberto e será definida com base em critérios políticos e de confiança. Segundo ele, diferentemente de outros grupos que já fecharam suas composições, sua candidatura mantém espaço para novas alianças.

Durante entrevista à TV Futuro, Cadu destacou que a definição não será apressada e que o nome escolhido precisa atender a requisitos considerados fundamentais para a campanha e eventual gestão. “O que eu não abro mão é que seja uma pessoa de confiança, comprometida no processo eleitoral e na gestão também”, declarou.

Álvaro projeta 2º turno com Cadu por causa da polarização nacional

Ao ser questionado sobre o acerto que diz ter tido nas eleições de 2024, quando previu que Carlos Eduardo Alves ficaria fora do segundo turno, o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, usou o episódio como base para projetar o cenário de 2026, com direito a aposta firme na polarização, durante entrevista concedida ao programa Repórter 98, da 98 FM, nesta terça-feira (14).

“Eu sabia da aprovação popular da nossa gestão. Quando a gente encerrou, foi com 65% de aprovação. Por isso eu sabia que Paulinho Freire ia ser eleito e que Carlos Eduardo não ia para o segundo turno”, afirmou, ao justificar a leitura que fez do cenário eleitoral na época.

Na mesma linha, disse ter feito a leitura correta também sobre o outro lado da disputa. “Eu sabia que o PT unido, apoiando a candidatura de Natália Bonavides, teria condições de ir para o segundo turno. Foi essa a avaliação que nós fizemos e deu certo”, acrescentou, ao citar o desempenho do campo adversário.

A partir desse raciocínio, Álvaro projeta repetir o cenário na eleição estadual e não inclui o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, entre os dois finalistas. “Essa eleição vai polarizar. A eleição para o Governo do Estado vai seguir os mesmos moldes da eleição municipal. Meu raciocínio é o mesmo”, disse, ao sustentar a expectativa de repetição do padrão eleitoral.

Em seguida, foi direto ao ponto. “Nós acreditamos que vai para o segundo turno a nossa candidatura e a candidatura de Cadu Xavier”, declarou, ao cravar os nomes que, na sua avaliação, avançam na disputa.

Ao comentar o desempenho de Allyson em Mossoró, tratou de relativizar o peso eleitoral do município no contexto estadual. “Mossoró não é o Rio Grande do Norte. Mossoró não é o Rio Grande do Norte, é apenas uma cidade”, repetiu, em tom enfático.

Apesar de descartar o adversário da disputa final, Álvaro deixou aberta a possibilidade de aliança futura. Questionado se aceitaria apoio de Allyson em um eventual segundo turno, respondeu sem rodeios: “Aceitaria o apoio de todos os que quiserem votar, apoiar”, afirmou, sinalizando abertura política.

Vice de Cadu ainda falta ser definido pelo PT

Tido leva a crer que, não será para já, a definição do vice ou da vice na chapa do pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT).

REUNIÃO

Haverá um importante encontro reunião que vai acontecer na quarta-feira 15 entre os partidos aliados. Internamente, o partido considera que, antecipar essa escolha poderia engessar o processo político, limitando articulações e reduzindo a margem de negociação com aliados.

Thabatta defende apoio de Robério a Cadu

A vereadora de Natal Thabatta Pimenta, agora no PV, defendeu a construção de unidade no campo da esquerda no Rio Grande do Norte e sugeriu que o pré-candidato do Psol ao governo, Robério Paulino, reveja sua candidatura em favor do projeto liderado por Cadu Xavier (PT).

Durante entrevista à Band RN, Thabatta afirmou que o momento político exige convergência entre as forças progressistas para evitar a repetição do cenário de 2022. “Eu acho que é necessário o Psol se colocar no entendimento do que está colocado no Rio Grande do Norte. É um momento, assim, de darmos as mãos, juntarmos forças”, declarou.

Ao ser questionada diretamente se defendia a retirada da candidatura de Robério, foi objetiva. “Com certeza”, respondeu, ao indicar que, em sua avaliação, a manutenção de múltiplas candidaturas no mesmo campo pode fragmentar o eleitorado. Segundo ela, a divisão já demonstrou efeitos negativos em disputas anteriores e precisa ser evitada.

Partido Novo confirma a filiação do empresário Flávio Rocha

Oempresário Flávio Rocha, proprietário do Grupo Guararapes, firmou filia ção ao Partido Novo e transferiu seu domicílio eleitoral para o Rio Grande do Norte. De acordo com o presidente do diretório da legenda no Estado, Renato Cunha Lima Filho, a expectativa é que o empresário dispute uma vaga no Senado.

O presidente do Novo no RN aponta que a entrada de Rocha no partido foi articulada pelo diretório nacional e por meio do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo). “Tudo começou quando passou a se ventilar a possibilidade de Flávio ser candidato ao Senado. Até então, o Partido Novo não tinha nenhuma ciência da vontade do empresário de participar desse pleito. O presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, entrou em contato comigo para sondar a situação dele. A partir disso, as conversas continuaram e findaram com a filiação dele, para que ele fique apto a disputar as eleições deste ano”.

Segundo Renato Cunha Lima Filho, a prioridade agora é unir a direita. “A intenção é termos um acordo político construído de forma democrática e sólida com o Partido Liberal, que vai capitanear essa chapa com o pré–candidato ao governo do Estado, o ex-prefeito Álvaro Dias. A ideia não é dividir a direita, mas se somar a ela e oferecer o nome de Flávio para ser candidato ao Senado da República”, aponta.

Embora esteja afastado de campanhas políticas há anos, tendo ocupado o cargo de deputado federal pelo Rio Grande do Norte por dois mandatos, a influência econômicade Flávio Rocha é vista como favorável para o Novo. Segundo o presidente da legenda no Estado, um exemplo disso foi sua participação no desenvolvimento do interior potiguar por meio do Pró-Sertão.

“O retorno de Flávio Rocha nesse momento da história do Rio Grande do Norte de dificuldade fiscal é fundamental. Por meio dele, imaginamos que vários outros empreendedores do país olhem para o Estado com melhor simpatia na hora de decidir se vão investir ou não. Ele é o maior empresário e empreendedor vivo que temos aqui”, reforça Renato Cunha Lima Filho.

Coronel Hélio vê Allyson com “pouca representatividade” e não descarta polarização entre Álvaro e Cadu

Pré-candidato ao Senado Federal, o coronel Hélio Oliveira (PL) vê Allyson Bezerra “bem avaliado em Mossoró” e com “pouca representatividade no Rio Grande do Norte” na disputa pelo governo estadual.

Por outro lado, em entrevista ao Repórter 98, da 98FM, ele analisou o o pré-candidato Álvaro Dias como “muito forte” e citou a entrada do ex-presidente da Federação dos Municípios (Femurn), Anteomar Pereira, o “Babá” como um desses fatores pelo aspecto “municipalista”. “É uma chapa forte, unida, um projeto que o potiguar terá condição de escolher”, declarou.

Com relação a Cadu Xavier, ele disse que tem um “segmento definido” se referindo à esquerda e alertou que “pode ter [a mesma] surpresa que teve em Natal” quando Paulinho Freire e Natália Bonavides na disputa pela Prefeitura de Natal.

“Como a polarização acaba repercutindo no estado, poderemos ter um segundo turno entre PT [Cadu Xavier] e Álvaro Dias”, comentou alertando que o “modelo do PT está desgastado”. Indagado a respeito do “capital politico do bolsonarismo”, o coronel afirmou que 35% está “consolidado” para este ano.

Ainda durante a entrevista, o militar ressaltou que “o Rio Grande do Norte tem um candidato que realmente representa o segmento bolsonarista na chapa majoritária”. Quanto à indicação para as suplências, ele disse que conversou com o senador Rogério Marinho a respeito. “Vamos ter calma nessa definição. É escutar e escolher a suplência”, disse.

Fátima anuncia mudanças no secretariado de olho nas eleições de 2026

A semana se iniciou com a expectativa de mudanças no secretariado do Governo do Estado em razão da proximidade do fim do prazo para desincompatibilização daqueles que pretendem disputar as eleições de 2026. Nesta segunda-feira (30), a governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou o nome do secretário Executivo do Tesouro, Álvaro Luiz, como substituto de Cadu Xavier na Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz).

Cadu Xavier deixa a Sefaz para se dedicar à pré-candidatura a governador pelo PT. A desincompatibilização oficial, no entanto, deverá ser publicada até o próximo sábado (4) no Diário Oficial do Estado (DOE).

A previsão é que, a partir da próxima semana, quando já não estiver mais no cargo, ele intensifique as articulações para fechar a chapa majoritária do PT. A expectativa maior é em torno do nome da sua vice. Nos últimos dias, o nome que vem sendo especulado para a vaga é o da secretária estadual de Turismo, Marinha Marinho (PT).

Fontes próximas à secretária confirmaram que essa possibilidade vem sendo discutida pelo partido, mas o martelo ainda não foi batido. Ela também teve o nome citado para uma possível pré-candidatura a deputada estadual, mas essa hipótese foi descartada.

De acordo com as mesmas fontes, Marina só deixará o cargo se for para compor a chapa majoritária ao lado de Cadu. Caso isso não se confirme, a tendência é que ela permaneça no governo, só não está definido se continuará ou não na Setur.

A governadora também anunciou o nome da secretária-executiva da fazenda, Jane Araújo, como substituta de Pedro Lopes na Secretaria Estadual da Administração (Sead). O ex-secretário é cogitado para compor a nominata a deputado estadual do PT.

Em publicação nas redes sociais, a governadora desejou aos novos secretários “uma gestão exitosa, pautada pelo espírito público, pelo diálogo e pelo trabalho em defesa do povo do RN”.