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MDB de Mossoró resiste em acompanhar Walter no apoio a Allyson

O MDB de Mossoró não foi ouvido sobre a posição do partido anunciado por Walter Alves. Os emedebistas do segundo maior colégio eleitoral do RN, em um primeiro momento, não aceitam apoiar Allyson Bezerra (União Brasil) para o governo do Estado.

SAÍDA: O único vereador do partido, Cabo Deyvison, já anunciou que vai pedir a anuência para deixar o partido.

Prefeitura de Currais Novos entrega ruas pavimentadas e reforça legado do programa Avança Currais

Na manhã desta quarta-feira (21), a Prefeitura de Currais Novos, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos, realizou a entrega oficial das ruas Antônio Ferreira e Rua Sargento Geraldo Lima de Araújo, no bairro JK; e da Rua Reginaldo Carneiro, no bairro José Dantas. As obras representam mais um avanço na melhoria da mobilidade urbana e da qualidade de vida dos moradores da região.

O Prefeito Lucas Galvão esteve acompanhado da vereadora Leilza, representando a Câmara de Vereadores do município. As obras fazem parte do programa Avança Currais, idealizado durante a gestão do ex-prefeito Odon Jr., que deixou como legado um amplo conjunto de investimentos em infraestrutura urbana, voltados à modernização da cidade e ao fortalecimento dos bairros.

A Prefeitura de Currais Novos segue dando continuidade a esse planejamento, reafirmando o compromisso com políticas públicas que promovem desenvolvimento urbano, dignidade e bem-estar para a população, por meio de ações estruturantes que transformam o cotidiano dos currais-novenses.

Federação Brasil da Esperança reafirma Cadu no RN

A Federação Brasil da Esperança no Rio Grande do Norte divulgou nesta quarta-feira (21) uma nota política em que analisa a reconfiguração das forças conservadoras no estado e reafirma o nome de Carlos Eduardo Xavier, o Cadu Xavier (PT), como pré-candidato ao Governo em 2026. O posicionamento ocorre em meio à fragmentação do campo da direita e à formalização de diferentes projetos que disputam o eleitorado oposicionista, com destaque para a pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e a movimentação do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

No documento, a Federação sustenta que o ciclo político iniciado pela governadora Fátima Bezerra não pode ser interrompido e que sua continuidade tem caráter estratégico para o desenvolvimento do estado. A nota afirma ainda que Cadu Xavier reúne “todas as condições” para dar prosseguimento a esse projeto e que a aliança também atuará para eleger Fátima Bezerra ao Senado, em uma articulação de dimensão estadual e nacional.

A manifestação ocorre um dia após a direita potiguar oficializar Álvaro Dias como seu nome para o Governo, em articulação liderada pelo PL e pelo senador Rogério Marinho, que retirou sua própria pré-candidatura para assumir a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Apesar do anúncio, o campo oposicionista segue dividido. Allyson Bezerra mantém agenda de pré-campanha, amplia alianças no interior e lidera pesquisas recentes, configurando ao menos dois polos distintos na disputa pelo mesmo eleitorado.

A fragmentação também se expressa na reorganização partidária. O MDB, comandado no estado pelo vice-governador Walter Alves, rompeu com o governo e passou a integrar o bloco oposicionista, articulando-se em torno da possível candidatura de Allyson. Já o núcleo mais identificado com o bolsonarismo, formado por PL, Republicanos e PSDB, aposta em Álvaro como representante de um projeto alinhado à extrema-direita nacional.

2026 marca o início do fim dos orelhões no Brasil; Currais Novos ainda tem um

A partir de janeiro, os telefones públicos começam a ser retirados das ruas após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De acordo com a Anatel, cerca de 38 mil orelhões ainda existem no país. A retirada ocorre porque, com o fim dos contratos, empresas como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter obrigação legal de manter os aparelhos. A remoção será gradual: primeiro, carcaças e telefones desativados; os equipamentos ativos só permanecerão em localidades sem cobertura de telefonia móvel e, mesmo assim, até 2028.

Dados da agência indicam que mais de 33 mil aparelhos seguem ativos e cerca de 4 mil estão em manutenção. Em 2020, esse número era bem maior: aproximadamente 202 mil orelhões espalhados pelo Brasil. Como contrapartida, a Anatel determinou que os recursos antes destinados à telefonia pública sejam direcionados a investimentos em banda larga e telefonia móvel.

No Rio Grande do Norte, levantamento aponta que os orelhões ainda estão presentes em municípios do interior e do litoral, mantendo viva a memória de um período em que o telefone público era essencial para contatos urgentes, encontros marcados e a famosa ligação “chamada a cobrar”.

No RN, as cidades que temais orelhões são: Baraúna e Gov. Dix-Sept Rosado, na região Oeste. Ambos com 6.

Mensagem anual do Prefeito Lucas abre os trabalhos legislativos de 2026

A Câmara Municipal de Currais Novos definiu que a primeira sessão ordinária de 2026, abrindo o ano legislativo com a leitura anual da mensagem do Executivo, ocorrerá no dia 3 de fevereiro. Essas e outras definições foram publicadas no Diário Oficial da Federação das Câmara Municipais (FECAM).

A primeira sessão ordinária do ano, tradicionalmente, marca a abertura oficial do período legislativo e deve contar com a presença do prefeito Lucas Galvão para um balanço da gestão e apresentação das prioridades administrativas para o ano.

Ao longo dos meses, as sessões ordinárias ocorrerão de forma regular, respeitando o planejamento definido pela Mesa Diretora da Casa, garantindo previsibilidade institucional e transparência no funcionamento do Legislativo municipal.

Quem será o candidato da direita: Álvaro Dias ou Styvenson Valentim?

Um dia antes de se reunir com Rogério Marinho, Álvaro Dias e Paulinho Freire, o senador Styvenson Valentim afirmou, com todas as letras, a um interlocutor:

— Não há força humana que me faça ser candidato ao governo. Estou com a minha reeleição encaminhada e disso não abro mão.

Parece-me que o neotucano manteve essa disposição diante dos aliados na reunião que definiu o candidato ao governo no campo da direita.

Sem Rogério Marinho na chapa — alçado a coordenador político da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro —, Álvaro Dias foi escolhido como substituto.

Não era para menos. O ex-prefeito de Natal se mostrava mais determinado:

— Sou candidato a governador de qualquer jeito — disse, resoluto.

Assim, Styvenson Valentim permanecerá na disputa pelo Senado. Apesar dos apelos de Rogério e de Paulinho Freire, o senador avaliou o risco de trocar o certo pelo duvidoso.

— No Senado, tenho condições de continuar ajudando muitos municípios do Rio Grande do Norte, como venho fazendo ao longo dos anos. No governo, vou desagradar muita gente por causa da crise fiscal. O Estado está quebrado — comentou Styvenson a outro interlocutor.

O anúncio oficial sobre a candidatura da direita ao governo será hoje, a partir das 10h, na sede do PL, em Natal.

Aceita um palpite — daqueles sem direito a devolução?

Quem apostar em Álvaro Dias tem 50% de chance de acertar. Quem apostar em Styvenson, outros 50%.

Eu apostaria em Álvaro. A conferir.

De Diógenes Dantas

Fernando Mineiro: “Walter Alves volta para o colo de onde veio”

Ao recusar a cadeira de governador com a já anunciada renúncia de Fátima Bezerra, que concorrerá ao Senado, Walter deixará vago o cargo. Com a iminente possibilidade do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, também recusar o posto, o Tribunal de Justiça deve convoca uma eleição indireta para um mandato tampão.

Nesta entrevista à agência Saiba Mais, o deputado federal Fernando Mineiro (PT) avalia o cenário e os desdobramentos dessa decisão no campo político e administrativo do Estado.

Confira a entrevista abaixo:

O vice-governador Walter Alves já vinha dando sinais de que romperia a aliança com o PT no Estado, o que foi oficializado nesta segunda-feira (19). Na sua avaliação, qual o impacto dessa decisão no cenário político do Estado?

A decisão de Walter Alves não é nenhuma surpresa pois já tinha sido anunciada há mais de dois meses. Com a formalização do rompimento com o projeto que ajudou a eleger em 2022 e o anúncio de sua adesão a um dos grupos da oposição local ao nosso governo, ele retorna a seu lugar de origem: o campo político da centro-direita e da direita no estado. Mais do que uma “indisposição” para assumir a gestão do estado, Walter Alves assume a sua “indisposição” para avançar politicamente, se negando a assumir papel importante na construção de um projeto político – administrativo avançado e progressista para o RN – e se volta para o colo político tradicional de onde veio, para ser comandado pelos interesses de Alves/Maia que, ao fim e ao cabo, serão os tutores e condutores da candidatura que ele passa a apoiar. Se alguém lembrar da fábula de Esopo e disser que isso é da natureza do escorpião não estará de todo errado.

A reação do PT foi rápida, reafirmando o apoio às candidaturas de Fátima, ao Senado Federal, e de Cadu Xavier, ao Governo do Estado.

Confira a entrevista abaixo:

O vice-governador Walter Alves já vinha dando sinais de que romperia a aliança com o PT no Estado, o que foi oficializado nesta segunda-feira (19). Na sua avaliação, qual o impacto dessa decisão no cenário político do Estado?

A decisão de Walter Alves não é nenhuma surpresa pois já tinha sido anunciada há mais de dois meses. Com a formalização do rompimento com o projeto que ajudou a eleger em 2022 e o anúncio de sua adesão a um dos grupos da oposição local ao nosso governo, ele retorna a seu lugar de origem: o campo político da centro-direita e da direita no estado. Mais do que uma “indisposição” para assumir a gestão do estado, Walter Alves assume a sua “indisposição” para avançar politicamente, se negando a assumir papel importante na construção de um projeto político – administrativo avançado e progressista para o RN – e se volta para o colo político tradicional de onde veio, para ser comandado pelos interesses de Alves/Maia que, ao fim e ao cabo, serão os tutores e condutores da candidatura que ele passa a apoiar. Se alguém lembrar da fábula de Esopo e disser que isso é da natureza do escorpião não estará de todo errado.

A reação do PT foi rápida, reafirmando o apoio às candidaturas de Fátima, ao Senado Federal, e de Cadu Xavier, ao Governo do Estado. A nota oficial do partido também afirma que o PT terá um candidato na eleição indireta que a ALRN deve realizar em razão da vacância no cargo. Quem, na sua avaliação, deve ser o candidato do PT ao mandato tampão?

A nota divulgada pelo PT reafirma, de forma firme e contundente, as candidaturas de Cadu ao governo do estado e a de Fátima ao Senado. Essa posição implica a renúncia de Fátima para concorrer à vaga. Se prevalecer o que por ora se sabe, o deputado Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa e, portanto, o próximo na linha sucessória, não assumirá o cargo de governador. Com isso, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ibanez Monteiro, assumirá o cargo e convocará eleições indiretas; os deputados e as deputadas estaduais terão até 30 dias para escolherem quem concluirá o atual mandato. Qualquer cidadão ou cidadã em pleno gozo de seus direitos políticos poderá concorrer ao cargo.

Hospital de Currais Novos se consolida como polo de cirurgias eletivas no RN

De uma unidade com perfil predominantemente voltado para urgência, o Hospital Regional Mariano Coelho, em Currais Novos, passou a ocupar um lugar estratégico na rede pública de saúde do Rio Grande do Norte. A ampliação da oferta de cirurgias eletivas e a modernização da estrutura transformaram o hospital em uma das principais referências do interior para procedimentos de média e alta complexidade, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para Natal.

Somente em 2025, foram realizadas 2.170 cirurgias eletivas na unidade. O número inclui mais de 100 procedimentos para tratamento de endometriose, quase 200 cirurgias bariátricas em pacientes com obesidade mórbida, além de cirurgias de tireoide e urológicas. O hospital é atualmente o único do interior potiguar a realizar, de forma regular, alguns desses procedimentos.

A capacidade cirúrgica também está em processo de expansão. O centro cirúrgico, que hoje funciona com duas salas, deverá passar a contar com quatro após a conclusão das obras em andamento, o que deve ampliar o número de procedimentos e contribuir para a redução das filas de espera no Seridó.

Durante visita à unidade, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, relembrou a própria trajetória no hospital e destacou a mudança no perfil da instituição. “Esse era um hospital de urgência, mas com muitas limitações. Hoje, além de manter esse atendimento, tornou-se um centro importante de cirurgias eletivas, com impacto direto para a população da região”, afirmou.

Profissionais que acompanham a rotina do hospital há mais de uma década também relatam uma transformação estrutural e assistencial. A enfermeira Lícia Oliveira, que atua na unidade desde 2014, aponta que a ampliação de serviços e a chegada de novos equipamentos mudaram o cotidiano. “Hoje temos hemodiálise, UTI estruturada, equipamentos modernos e todos os leitos em funcionamento. É uma realidade bem diferente da de alguns anos atrás”, relata.

Entre os avanços estão a implantação do serviço de hemodiálise, a instalação de raio-X digital, arco cirúrgico, monitores multiparamétricos e cardioversores.

Rogério deve anunciar saída da disputa pelo Governo do RN nesta quarta (21)

O senador Rogério Marinho, presidente estadual do PL, deve anunciar nesta quarta-feira (21), às 10h, a desistência da pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte. O parlamentar convocou uma coletiva de imprensa na sede do PL-RN, em Natal.

Rogério deve focar na coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. O senador é aliado de Paulinho Freire (União Brasil), Styvenson Valentim (PSDB) e Álvaro Dias (Republicanos). Um dos dois últimos deve ser escolhido para representar o campo que une nomes da direita e extrema-direita para o Executivo potiguar.

“Neste primeiro momento, nós estamos ajudando o nosso candidato a presidente nesse trabalho interno. Não só de contatos, mas também de formação de palanques em cada Estado, com partidos que convergem conosco. Mesmo com a impossibilidade da candidatura do presidente Bolsonaro, a estratégia permanece a mesma, de fazermos uma bancada consistente e maiúscula aqui no Senado da República”, disse.