Romeu Zema volta a atacar Nordeste e governadores nordestinos respondem

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República em 2026, voltou a se envolver em polêmica ao criticar os estados nordestinos durante entrevista ao portal Metrópoles. Zema afirmou que o Brasil vive uma “ajuda eterna e que não acaba nunca”, em referência aos repasses da União para a região, e completou: “Aí eu sou contra”.

A declaração foi recebida como mais um episódio de preconceito contra os nordestinos. Nos últimos anos, Zema tem adotado um discurso crítico em relação à política de distribuição de recursos federais, colocando em dúvida o modelo de equilíbrio fiscal entre estados mais ricos e mais pobres do país.

Em nota de repúdio, os governadores do Consórcio Nordeste rebateram as declarações do mineiro, destacando que, em 2024, o BNDES desembolsou R$ 48 bilhões para o Sudeste, enquanto o Nordeste recebeu R$ 13,3 bilhões.

Os gestores também lembraram que, em 2025, a renúncia fiscal do país deve chegar a R$ 536,4 bilhões, dos quais R$ 256 bilhões ficarão no Sudeste, enquanto o Nordeste terá acesso a R$ 79,3 bilhões. Eles ressaltaram ainda que não procede a insinuação de que os estados nordestinos seriam os principais responsáveis pelo endividamento nacional. Dados oficiais mostram que, neste ano, os estados brasileiros devem R$ 827 bilhões à União, sendo 92% dessa dívida concentrada no Sul e Sudeste.

Na nota, os governadores afirmam:

“O Nordeste nunca reivindicou esmolas, mas sempre lutou por políticas de desenvolvimento regional. Reafirmamos nosso repúdio a toda forma de racismo, xenofobia e estigmatização regional. O Nordeste não aceitará ser transformado em bode expiatório de disputas eleitorais.”

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