Após quase 60 dias, greve dos Professores da UFRN pode chegar ao fim

A greve dos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), iniciada em abril de 2024 pode estar próxima do fim, após o resultado de um novo plebiscito, votado nesta semana. Enquanto o resultado da votação será conhecido nesta quinta-feira (20), a partir das 17h, o presidente do Adurn-Sindicato Professor Oswaldo Negrão, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal, deu indícios de qual deverá ser o desfecho.

De acordo com Oswaldo Negrão, a decisão final deve seguir as deliberações da última assembleia realizada no dia 17 de junho, que contou com a presença de mais de 600 docentes. “A maioria que se expressou e fez uso da palavra era favorável à continuidade das mobilizações, mas entendia que é o momento de encerramento de greve. Seguindo essa tendência, imagina-se que a gente deva sair de greve”, esclarece.

Contexto da Greve

A greve foi motivada por uma série de insatisfações dos professores, principalmente a falta de reajuste salarial desde a gestão de Michel Temer, passando pelo governo de Jair Bolsonaro. Apesar de um reajuste de 9% no primeiro ano do governo Lula, a categoria considera que o aumento não foi suficiente para compensar as perdas salariais acumuladas, que chegam a 40% nos últimos anos.

Em maio de 2023, os professores iniciaram a busca por um reajuste salarial que deveria entrar em vigor ainda naquele ano. No entanto, a proposta apresentada pelo governo em dezembro, que previa 0% de reajuste em 2024 e recomposição apenas em 2025 e 2026, foi o estopim para a deflagração da greve. “Isso foi o gatilho que disparou todas as greves no Brasil como um todo. Foi o 0% em 2024”, ressaltou Oswaldo Negrão.

Negociações e Propostas

Nas últimas rodadas de negociações, uma nova proposta foi apresentada: um reajuste de 9% para janeiro de 2025 e 3,5% para 2026. Além disso, a progressão na carreira dos professores, que inclui os degraus de auxiliar, assistente, adjunto e titular, teria reajustes de 5% em 2025 e 6% a partir de 2026.

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