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Bastidores apontam Álvaro Dias como nome cogitado para eleição indireta ao Governo do RN

A possibilidade de uma eleição indireta para a sucessão no Governo do Rio Grande do Norte passa a ganhar contornos mais concretos nos bastidores políticos. Diante da hipótese de renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), para disputar o Senado, e da sinalização do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o cargo, a Assembleia Legislativa poderá ser chamada a escolher um governador tampão entre os meses de abril e maio. Nesse contexto, o nome do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), surge como alternativa em discussão no campo da direita.

Com dois mandatos à frente da Prefeitura do Natal e pré-candidato ao Governo do Estado na eleição direta de outubro, Álvaro Dias passou a ser citado em articulações conduzidas por deputados estaduais, especialmente entre parlamentares ligados ao grupo do senador Rogério Marinho (PL). O grupo reúne ao menos seis deputados na Assembleia e atua na tentativa de construir maioria para a escolha do eventual governador por meio do pleito indireto.

Em entrevista ao Diário do RN, Álvaro afirmou que se considera apto a assumir o comando do Executivo estadual, citando o desempenho de sua gestão na capital potiguar como credencial.

Ao ser questionado sobre a disposição para disputar especificamente um mandato tampão, Álvaro avaliou que o debate ainda é prematuro e depende de definições políticas e institucionais que não estão consolidadas.

Pressão do MDB nacional adia anúncio de Walter Alves sobre eleição de 2026

O vice-governador Walter Alves estava decidido a anunciar nesta semana a candidatura a deputado estadual e o apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao governo.

No mesmo ato, comunicaria a entrega de todos os cargos ocupados pelo MDB, legenda que preside no Rio Grande do Norte.

O roteiro previa uma conversa com a governadora Fátima Bezerra nesta quinta-feira. No entanto, Walter adiou seu anúncio para o final deste mês.

O que motivou o adiamento?

Segundo uma fonte que acompanha as articulações, a Executiva Nacional do MDB, sob o comando de Baleia Rossi e acionada pelo Palácio do Planalto — leia-se Gleisi Hoffmann —, pediu a Walter que segurasse a decisão por mais alguns dias.

O MDB nacional parece estar fechado com a reeleição do presidente Lula, influenciando a montagem dos palanques regionais.

No Rio Grande do Norte, o PT potiguar ainda alimenta o desejo de manter a aliança com o MDB.

A pressão do Planalto via Baleia Rossi provocou uma nova reunião de Walter com Allyson na manhã de ontem, no apartamento de Garibaldi Alves Filho, pai do vice-governador.

O encontro ocorreu a pedido do dirigente estadual do União Brasil, José Agripino Maia.

Por ora, Walter mantém sua decisão de não assumir o governo em abril, concorrer a deputado e, ao que tudo indica, fechar o apoio a Allyson Bezerra na sucessão estadual.

Sem os recursos dos fundos partidário e eleitoral — prerrogativa da executiva nacional —, nenhum dirigente estadual de partido pode cantar de galo. No MDB não é diferente.

AGRN

Walter e Allyson se reúnem no apartamento de Garibaldi com Agripino de testemunha

O vice-governador Walter Alves (MDB) teve mais uma reunião com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato a governador.

Foi na manhã desta quarta-feira (14) no apartamento do ex-senador Garibaldi Filho.

De testemunha da conversa, o ex-senador José Agripino, presidente do União Brasil no RN.

Antes de tomar qualquer decisão, ou fazer qualquer anúncio oficial, o vice-governador terá uma nova conversa com a governadora Fátima Bezerra (PT).

De HG

Cadu ganha força para mandato tampão

O nome do atual secretário ganha força, em uma ala do PT para a eleição indireta de abril.

Esse grupo avalia que o secretário da Fazenda pode neutralizar o discurso oposicionista de caos fiscal e consolidar seu nome para a votação de outubro, sentadinho na cadeira de governador.

Ex-senador Jean Paul Prates alerta sobre eleição para mandato-tampão: “Governar não é brincadeira”

O ex-senador Jean Paul Prates (PDT) usou suas redes sociais para comentar os bastidores da política com tom de preocupação, que o tema merece.

Ele lembrou que a eleição para um período de oito meses não pode ser vista como um mero detalhe no futuro de qualquer estado.

Sem falar no peso político, que todos sabem será de inegável importância, ele mirou na importância administrativa.

Disse Prates:

O debate sobre a sucessão no Governo do RN tem sido tratado, por alguns, como jogada eleitoral.
Como se um mandato-tampão fosse detalhe. Não é.

Estamos falando de cerca de oito meses de governo efetivo.

Oito meses que impactam orçamento, políticas públicas, serviços essenciais e a vida real da população.

Não é verdade que ninguém queira governar o Rio Grande do Norte.
O que existem são escolhas pessoais legítimas.
Transformar isso em narrativa de ingovernabilidade é factoide eleitoreiro.

O Governo do Estado não pode virar palco, provocação ou ensaio de campanha.
Quem assume, assume para governar.
Com equilíbrio, responsabilidade e respeito ao voto popular.

O Rio Grande do Norte merece seriedade até o último dia de mandato.

Governar nunca foi brincadeira.

Larissa Rosado é citada como possível vice em chapa ao Governo do RN para 2026

A ex-deputada estadual e presidente estadual do PSB, Larissa Rosado, passou a ser citada como um dos nomes avaliados para compor, na condição de vice-governadora, a chapa do pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pelo comentarista político Saulo Spinelly durante o programa 12 em Ponto, da rádio 98 FM Natal, nesta segunda-feira (12), ao abordar os bastidores das articulações políticas no estado.

Segundo Spinelly, a movimentação ganhou corpo após agendas recentes no Alto Oeste Potiguar, que reuniram a governadora Fátima Bezerra (PT), Larissa Rosado e a ex-deputada Sandra Rosado. De acordo com a análise, o grupo governista passou a discutir alternativas para a vaga de vice diante da possibilidade de o MDB não integrar a composição majoritária.

Ainda conforme o comentarista, o MDB estaria concentrando sua estratégia na disputa proporcional, priorizando a formação das nominatas para deputado estadual e federal, sob a liderança de Walter Alves. Com isso, o governo estadual teria iniciado a busca por um nome com presença política consolidada em regiões estratégicas, como Mossoró e o Oeste Potiguar.

Durante as conversas internas, outros nomes também teriam sido lembrados, entre eles o da ex-prefeita de Mossoró Fafá Rosado, atualmente integrante do governo estadual. No entanto, conforme relatado por Spinelly, fatores de ordem familiar teriam afastado essa possibilidade.

Nesse contexto, Larissa Rosado passou a ser vista como uma opção considerada viável dentro da base governista. O comentarista ressaltou a trajetória política da ex-deputada, que exerceu mandatos na Assembleia Legislativa, disputou a Prefeitura de Mossoró com votações expressivas e mantém articulação política ativa. Ele também destacou a afinidade histórica com campos progressistas e a proximidade política com a governadora Fátima Bezerra.

Fátima Bezerra confirma ao Globo que sua candidatura ao Senado é prioridade do PT nacional

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), é um dos principais nomes entre os chefes de Executivo estadual que já articulam candidatura ao Senado nas eleições deste ano. Impedida de disputar a reeleição, ela integra um grupo crescente de governadores que veem no Legislativo uma alternativa para manter protagonismo político e influência nacional.

Dos 18 governadores sem possibilidade de novo mandato, 12 já sinalizaram interesse em concorrer a uma das 54 cadeiras em disputa no Senado — um movimento que supera, com folga, o observado nas eleições de 2018 e 2022. Para especialistas, fatores como mandato de oito anos, foro privilegiado e o fortalecimento institucional do Congresso ajudam a explicar essa tendência.

No caso de Fátima Bezerra, a candidatura já está politicamente costurada e alinhada às prioridades do PT nacional. A governadora afirma que a disputa ao Senado também tem papel estratégico no fortalecimento do campo progressista e no apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A minha candidatura ao Senado está dentro das prioridades do PT nacional. Sei da importância da disputa congressual neste ano para a democracia”, declarou Fátima.

Cientistas políticos avaliam que governadores, como Fátima Bezerra, entram na disputa com vantagem competitiva, por reunirem alto grau de reconhecimento do eleitorado, capilaridade regional e um legado administrativo consolidado. Segundo o cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília, o Senado deixou de ser visto como um encerramento de carreira e passou a ser uma plataforma de poder duradouro, especialmente atrativa quando há duas vagas em disputa por estado.

Mandato tampão: Deputado Vivaldo Costa toparia assumir o governo do RN

E os bastidores não param no final de semana em ano eleitoral…

A politica segue como vaticinou Magalhães Pinto; uma nuvem de várias mutações.

O vento que sopra do Seridó aponta que o decano da Assembleia, deputado Vivaldo Costa (PV), 86 anos, toparia assumir o governo do RN em abril, quando a governadora Fátima Bezerra e o vice Walter Alves deverão renunciar.

Vivaldo já governou o estado em 1994, quando assumiu como vice do então governador José Agripino.

Seridoense de Caicó e já tendo anunciado sua aposentadoria da política, Vivaldo seria aprovado por seus pares e pelo Governo.

É a solução séria e plausível para um estado que atravessa grande crise e não pode brincar com seu futuro.

Impasse: Nem desembargadores pretendem assumir Governo

A situação inusitada, e inédita, que vive o Rio Grande do Norte na expectativa de ficar sem governador em abril não para de ganhar complicadores.

Agora, a informação nos corredores do Tribunal de Justiça é que o presidente da Corte, desembargador Ibanez Monteiro não estaria disposto a assumir o cargo, como determina a linha de sucessão legal. Nem pelos trinta dias até decretar eleições indiretas para definição do “mandato tampão, de nove meses.

Com a negativa do magistrado , a incumbência ficaria para vice desembargadora Berenice Capuxu, que sinaliza seguir também não querer.

Ou seja?

O Plenário do TJ teria que fazer uma eleição antes da eleição indireta.

Uma novela que resume e explica a situação do Rio Grande do Norte. Presente e futuro.