Arquivo da categoria: Política

RN deverá ter eleição indireta em abril

O vice-governador Walter Alves (MDB) decidiu que vai renunciar ao cargo e, portanto, não vai assumir o Governo do Estado em abril, após a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT). Com isso, o Rio Grande do Norte deverá ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolha de um governador e um vice para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027.

A decisão de Walter foi comunicada na última quarta-feira 7 ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. O vice-governador disse que vai renunciar porque pretende disputar um mandato de deputado estadual nas próximas eleições. Pela lei, um político não pode ser governador e concorrer a um cargo legislativo ao mesmo tempo.

Eleição indireta
A Constituição do Estado determina que, em caso de vacância dupla no governo no último ano do mandato, o cargo deve ser ocupado até o fim (5 de janeiro do ano seguinte) pelo presidente da Assembleia Legislativa ou, se houver recusa, pelo presidente do Tribunal de Justiça.

Em março deste ano, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou essa regra, determinando que, no caso de renúncia dupla, o Estado precisa realizar novas eleições (diretas ou indiretas) para escolher governador e vice para um mandato tampão. Seguindo o que determina a Constituição Federal, quando a vacância dupla ocorre no último ano de mandato, o caminho é a realização de eleição indireta.

Segundo o advogado eleitoral Wlademir Capistrano, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), poderão concorrer na eventual eleição indireta cidadãos que atendam aos requisitos para ser governador e vice, como idade mínima de 30 anos, direitos políticos em vigor e filiação a partido político. A chapa também precisa ter um candidato a vice.

No intervalo entre as renúncias e a nova eleição, o governo seria ocupado temporariamente pelo presidente da Assembleia – atualmente, o deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB). Se ele declinar do cargo, quem assume é o presidente do Tribunal de Justiça – atualmente, o desembargador Ibanez Monteiro.

Neste cenário, é provável que o governador temporário seja o presidente do TJ.

Do AGORARN

Quem vai e quem fica depois do rompimento da governadora Fátima Bezerra com o vice Walter Alves?

O assunto era falado e crescente nos bastidores no final do ano, mas ganhou força, autoria e credibilidade com a declaração do deputado federal João Maia (PP) em Caicó ,antes do Natal, afirmando o “combinado” de seu grupo político; o vice governador Walter Alves (MDB) iria romper com a governadora Fátima Bezerra para apoiar a candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, indicando o candidato a vice.

Nos últimos dez dias, uma contagem regressiva silenciosa, com uma reunião da governadora e vice no meio do caminho e nota conjunta divulgada, adiando definições para primeira quinzena de janeiro a ser definida com a cúpula nacional do PT e MDB.

Mas os bastidores não param de fervilhar e ninguém parece jogar parado.

O rompimento é dado como certo e os desdobramentos surgem. O primeiro, inusitado e mais preocupante é QUEM VAI GOVERNAR O RIO GRANDE DO NORTE????

E o segundo, de natureza político-eleitoral, quem fica e quem vai com o vice-governador Walter Alves ?

Esta é uma incógnita de muitas variáveis, que não são respondidas apenas com letras de legendas partidárias. Mas com a senha da sobrevivência… própria.

Um alerta, aliás, feito ontem em entrevista do deputado estadual Dr Bernardo, que evidenciou as dificuldades de seguir com o grupo do vice-governador se ele romper com o Governo Fátima. Dr Bernardo, por exemplo, sinalizou que não vai mais.

A dificuldade já ficou explícita na articulação da nominata de deputado federal. E poderá também ser evidenciada na de deputado estadual, quando cada um busca sua sobrevivência política, sem muita preocupação com o umbigo alheio.

Os secretários Luciano Santos e Alan Silveira, indicados por Walter, descem a rampa com ele? Quando, como e para quê?

Como se vê , o rompimento anunciado promete quebras e o cacife do Governo costuma fazer a diferença. No RN e no mundo…

Do TL

Nota conjunta mostra reaproximação e sucessão no RN passa pela vice de Lula

A governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) voltaram a falar a mesma língua. Pelo menos publicamente. Reunidos na tarde desta segunda-feira, eles divulgaram nota conjunta após uma “avaliação política e administrativa” do Rio Grande do Norte e comunicaram que as decisões sobre as eleições de 2026 serão tomadas ouvindo as instâncias nacionais do PT e do MDB.

No texto, Fátima e Walter afirmam que “os interesses do Estado do Rio Grande do Norte sempre se imporão” aos projetos partidários e pessoais, relembrando a aliança construída em 2022 como parte do projeto nacional que sustenta o governo Lula e o governo estadual.

Na prática, nota conjunta é gesto político. Quem assina junto sinaliza que, apesar das tensões e das especulações que marcaram os últimos dias, segue operando no mesmo trilho, ainda que com negociações transferidas para o nível nacional.

O blog recebeu a informação de que o movimento de hoje coloca um fim, nesse momento, no possivel apoio de Walter Alves ao projeto de Alisson Bezerra em 2026, hipótese que alimentou o noticiário político.

Ao escolher agora o caminho da nota conjunta e da “consulta às cúpulas” do PT e do MDB, a governadora e o vice colocam essa alternativa no telhado. O PMDB quer indicar o vice de Lula que por sua vez gostaria de continuar com Alckmin na vice. o desdobramento de Brasília pesará na aliança local.

Resta saber se a nota influenciará os deputados estaduais que faziam movimento no sentido de apoiar o adversário de Fátima Bezerra em 2026.

A formação de chapas e alianças proporcionais costuma seguir dinâmica própria com estratégias de sobrevivência eleitoral.

Valor destaca situação indefinida de vice-governadores e destaca que Walter Alves “embaralha” cartas ao recusar assumir

A sucessão nos governos estaduais em 2026 será marcada por uma ampla renovação.

Apenas nove dos 27 governadores eleitos atualmente poderão disputar a reeleição, o que deve provocar mudanças profundas no comando dos Estados. Apesar disso, as chamadas máquinas reeleitorais não desaparecerão: em muitos casos, elas serão transferidas para os vices-governadores, que devem assumir o cargo com antecedência e disputar o pleito como titulares.

Ao menos 12 vices já sinalizaram que pretendem assumir os governos e concorrer à eleição, com predominância de nomes do MDB, além de representantes do PP, Republicanos, Avante e União Brasil.

Em alguns Estados, no entanto, o cenário é de incerteza, provocado por crises políticas, rompimentos internos ou disputas familiares.

No Rio Grande do Norte, o quadro é especialmente delicado. A governadora Fátima Bezerra (PT) planeja deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado, mas seu vice, Walter Alves (MDB), indicou que pode se recusar a assumir o governo, criando uma situação atípica e imprevisível. A decisão embaralha o tabuleiro político local, fragiliza a continuidade administrativa e abre espaço para disputas internas tanto no campo governista quanto na oposição.

“Walter Alves (MDB) embaralhou todas as cartas, ao sinalizar de que irá se recusar a assumir o posto”, diz o Valor.

Pré-palanque: Prefeito Paulinho Freire concede maior honraria a senador Styvenson que rasga elogios a Rogério Marinho

2025 está chegando ao fim, mas ainda dá tempo de bastidor na política fora dos alpendres e festas de verão.

O prefeito Paulinho Freire, do União Brasil, concede na manhã desta segunda-feira a maior honraria do município ao senador Styvenson Valentin (PSDB), a Medalha de Ordem ao Mérito Felipe Camarão.

DE ABUSO A CONSELHEIRO

O senador Rogério Marinho (PL) prestigiou o colega senador e pretenso companheiro de palanque em 2026 e ainda ouviu um afago daqueles para abrir o sorriso:

“Olhe que a gente não se dava bem, eu tinha abuso da cara de Rogério e hoje lhe escuto para tudo…”

Styvenson ainda deixou claro que Rogério é seu candidato ao Governo e que ele deve disputar a reeleição. Sugeriu que ele fizesse campanha tomando vinho porque assim fica mais simpático.

O encontro oficial acontece em meio bastidores que o prefeito de Natal deve romper com o grupo do ex-senador José Agripino, presidente do União Brasil, e maior garantidor da candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra ao governo do Rio Grande do Norte.

A ausência do ex-prefeito Álvaro Dias foi sentida, mas justificada porque ele está viajando para fora do estado.

Do TL

Fátima chamou Walter para colocar as cartas na mesa

Sempre que pode, a governadora Fátima Bezerra pega a estrada e segue na direção de Nova Palmeira (PB), onde nasceu. Na pequena cidade paraibana, reencontra familiares e amigos. Fez isso neste Natal.

É sempre uma boa oportunidade para colocar a conversa em dia, saber do paradeiro de um ou de outro, dar boas risadas e desopilar.

Dessa vez, porém, Fátima viajou com a imagem de Walter Alves na cabeça. A possibilidade de o vice-governador se bandear para os lados da oposição tem lhe tirado o sossego. Ela não esperava isso dele.

A governadora chegou ontem de Nova Palmeira determinada a ter uma conversa direta e sincera com Waltinho, revelou-me uma fonte da ala governista.

Em nome da responsabilidade que ambos têm com o futuro do Estado, Fátima quer saber, de forma objetiva, qual é a intenção de Walter sobre assumir ou não o governo em abril, quando ela deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado.

“Mesmo sendo poucos meses, será um período crítico, e a população não pode viver a situação inusitada de um Estado que ninguém quer assumir”, comentou meu informante.

Fátima Bezerra deverá oferecer a Walter uma disponibilidade ainda maior — e mais aberta — para a formação de um grupo de transição. A ideia é fornecer e discutir, em tempo hábil, as informações necessárias para que ele tome sua decisão ainda no primeiro trimestre de 2026.

Para a líder petista, o vice-governador não pode continuar a dar sinais de indecisão, alimentando a desinformação e a boataria.

De Diógenes Dantas

Walter admite que pode não assumir governo e deixa no ar possível apoio a Allyson Bezerra

O vice-governador Walter Alves (MDB) confirmou que poderá não assumir o Governo do Estado no início de abril de 2026, após a anunciada renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) para concorrer a uma vaga ao Senado. Em vídeo publicado nas redes sociais, na noite de domingo (21), ele afirmou que ouvirá o partido antes de tomar uma decisão, disse que cogita ser candidato a deputado estadual e deixou no ar a possibilidade de apoio à pré-candidatura a governador do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União).

“Nós vamos ouvir o nosso partido no sentido de assumir o governo ou não. Não assumindo, eu serei candidato a deputado estadual, para que a gente possa formar uma grande nominada na Assembleia Legislativa”, declarou o vice-governador em entrevista a uma rádio de Assú.

Perguntado sobre uma possível aproximação com o prefeito Allyson Bezerra, Walter Alves desconversou, mas não descartou apoiar a pré-candidatura do prefeito de Mossoró em 2026.

“Nós vamos conversar, primeiro ouvir o nosso partido, para tomarmos a decisão. Escutar o partido, qual é o sentimento que o partido quer, quem o partido deseja que o MDB apoie para governador do estado a partir do próximo ano”, declarou, deixando no ar a possibilidade de apoio ao pré-candidato de oposição.

Cadu Xavier pode assumir o Governo, até com o apoio da oposição

O secretário e pré-candidato ao Governo Cadu Xavier (PT) poderá sentar na cadeira de Fátima Bezerra antes mesmo das eleições DIRETAS do próximo ano.

Isso porque seu nome hoje é apontado como melhor opção para um possível “mandato tampão” – em caso de renúncias na ordem sucessória – não só por setores do Partido dos Trabalhadores como os deputados Fernando Mineiro e Francisco do PT.

Em caso de eleições indiretas, ou seja, feita apenas com os deputados estaduais Cadu seria um nome bem-vindo também na oposição menos radical.

A estratégia é “pelo bem do RN’, mas também político-eleitoral.

Do TL

Pesquisa: Odon destaca apoio de Lucas, para seus altos percentuais de federal em Currais Novos

Ainda comemorando os bons índices nas pesquisas, para deputado federal em Currais Novos (a publicada pela Sansatus essa semana lhe dá 44%), o ex-prefeito Odon Jr., foi o entrevistado no PAUTA RN, na 95 FM, na última quarta feira (10).

Respondendo a uma pergunta do editor deste Blog, Odon ressaltou a importância do apoio do prefeito Lucas Galvão, para a alta preferência do eleitorado de Currais Novos, pelo seu nome, para deputado federal.

Odon afirmou que, sem dúvida, o apoio de Lucas se reflete nas pesquisas, afirmando que, a parceria politico administrativa entre os dois, tem sido muito exitosa, e tornou-se uma referência.

O ex-prefeito, que é pré-candidato a deputado federal no pleito de 2026, disse que, os números, refletem o entendimento do eleitor de Currais Novos, de que a união entre Odon e Lucas, é muito importante para o município.