Eleitoras são maioria no RN, mas mulheres são minoria nas candidaturas

Embora as mulheres sejam 53% do eleitorado do Rio Grande do Norte, elas representam apenas 37,65% das candidaturas no estado. A discrepância não é recente e também se repete no cenário nacional. Para a cientista social Vanderlânia Ferreira, que pesquisa a participação feminina na política, as barreiras à presença das mulheres no poder surgem muito antes da candidatura — uma desigualdade que, segundo ela, não começa na urna.

O Rio Grande do Norte tem 324 candidaturas registradas nas eleições de 2026, entre nomes para Governo, Senado, suplências, Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Desse total, 122 são mulheres e 202 são homens.

Já entre o eleitorado, das 2.660.565 pessoas aptas a votar nas eleições de outubro, 1.403.895 são mulheres (53%), enquanto a outra fatia, de 1.256.664 eleitores (47%) são homens.

No Brasil, a porcentagem de mulheres eleitoras é a mesma, mas cai entre as candidatas: 34,88% disputam algum cargo, seja no Legislativo ou no Executivo, enquanto os homens representam 65,12% dos postulantes.

“Essa diferença nos mostra que ser a maioria do eleitorado não significa ter as mesmas condições de ingresso e acesso à política formal. Dentre muitos outros fatores, a entrada na política eleitoral passa pelos partidos políticos e eles possuem um papel fundamental no recrutamento de candidaturas, na distribuição de recursos e na decisão sobre quais nomes eles consideram competitivos. E, historicamente, todos estes espaços foram majoritariamente ocupados por homens”, explica Vanderlânia Ferreira.

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Eleitoras são maioria no RN, mas mulheres são minoria nas candidaturas

Embora as mulheres sejam 53% do eleitorado do Rio Grande do Norte, elas representam apenas 37,65% das candidaturas no estado. A discrepância não é recente e também se repete no cenário nacional. Para a cientista social Vanderlânia Ferreira, que pesquisa a participação feminina na política, as barreiras à presença das mulheres no poder surgem muito antes da candidatura — uma desigualdade que, segundo ela, não começa na urna.

O Rio Grande do Norte tem 324 candidaturas registradas nas eleições de 2026, entre nomes para Governo, Senado, suplências, Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Desse total, 122 são mulheres e 202 são homens.

Já entre o eleitorado, das 2.660.565 pessoas aptas a votar nas eleições de outubro, 1.403.895 são mulheres (53%), enquanto a outra fatia, de 1.256.664 eleitores (47%) são homens.

No Brasil, a porcentagem de mulheres eleitoras é a mesma, mas cai entre as candidatas: 34,88% disputam algum cargo, seja no Legislativo ou no Executivo, enquanto os homens representam 65,12% dos postulantes.

“Essa diferença nos mostra que ser a maioria do eleitorado não significa ter as mesmas condições de ingresso e acesso à política formal. Dentre muitos outros fatores, a entrada na política eleitoral passa pelos partidos políticos e eles possuem um papel fundamental no recrutamento de candidaturas, na distribuição de recursos e na decisão sobre quais nomes eles consideram competitivos. E, historicamente, todos estes espaços foram majoritariamente ocupados por homens”, explica Vanderlânia Ferreira.

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