Grupo da Ufersa atua para recompor vegetação nativa da nascente do rio Potengi

Um grupo de alunos do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Semiárido (Ufersa) faz um trabalho de recomposição vegetal das nascentes do Rio Potengi,  em Cerro Corá, que é catalogada como área de preservação permanente no Rio Grande do Norte.  “Nós vamos fazer o replantio com plantas nativas da caatinga, começamos em março e até o final do período chuvoso faremos esse trabalho com mudas, controle de erosão  e cobertura do solo com vegetação para poder recuperar e melhorar a qualidade da água”, explicou a professora, Anne Cristini Fortes da Silva. 

A professora Anne Fortes informou que o projeto abrange um período de dois anos, co. a parte burocrática começando em janeiro, devendo ser concluído em dezembro de 2027. 

A equipe do curso de Engenharia Florestal conta com quatro bolsistas e estudantes voluntários,  somando 13 participantes, inclusive a professora Gabriela Salame, que também é engenheiro florestal e vice-coordenadora do projeto.

Além de ser um projeto de extensão Universitária feito em parceria com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

Além da extensão, segundo Anne Fortes, também serão feitas pesquisas sobre  sequestro de carbono, melhoria da qualidade do solo, da qualidade da água, acompanhar o crescimento das espécies.

O grupo de alunos da Ufersa deverá estar executando o projeto a cada 15 dias, mas em breve esse trabalho vai ocorrer semanalmente.

Vivência prática aproxima alunos da UFRN do processo legislativo na ALRN

Mais do que uma visita institucional, a visita de estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), campus de Caicó, à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (30), representou um encontro direto entre o conhecimento teórico e sua aplicação concreta. Acompanhados pelo professor Ruan Almeida e por servidores da Casa, os alunos do terceiro período tiveram a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento do Poder Legislativo estadual, compreendendo, na prática, como nascem, tramitam e se consolidam as leis que impactam a vida da população.
 
Presente durante a visita, a deputada estadual Divaneide Basílio (PT) destacou que a aproximação entre estudantes e o Parlamento contribui para uma formação mais completa e consciente. “Quando esses jovens conhecem de perto como funciona a produção das leis, eles se tornam profissionais mais preparados e conectados com a realidade. A prática amplia o olhar, qualifica o conhecimento e fortalece o compromisso com a sociedade”, pontuou.

Barragens reagem às chuvas recentes, mas seca ainda afeta o RN

A rápida recuperação de reservatórios estratégicos no Rio Grande do Norte, como a Barragem Oiticica, não significa o fim da seca que levou o governo estadual a decretar situação de emergência em 166 municípios no início de abril. Embora as chuvas recentes tenham ampliado a reserva hídrica em parte do estado, especialistas e órgãos de monitoramento alertam que a melhora no volume dos grandes açudes não elimina, de imediato, os efeitos acumulados da estiagem prolongada.

O contraste entre os dois cenários ficou evidente em menos de um mês. No dia 1º de abril, o Governo do Estado decretou emergência por seca em 166 municípios, citando redução sustentada das reservas hídricas, colapso no abastecimento em cidades do interior e dependência de carros-pipa em quase metade do estado. Três semanas depois, a Barragem Oiticica, em Jucurutu, já havia ultrapassado 61% da capacidade, impulsionada pelas chuvas de abril e pelo reforço hídrico da transposição do Rio São Francisco.

A aparente contradição, no entanto, é explicada pela própria dinâmica da seca no semiárido.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a estiagem e a seca não se resumem à ausência momentânea de chuva. O órgão distingue a seca meteorológica, marcada por um período prolongado de baixa pluviosidade, da seca hidrológica, quando a falta de precipitação já compromete rios, reservatórios e o equilíbrio do sistema hídrico.

Para o meteologista Marcelo Bezerra, na prática, isso significa que uma sequência de chuvas pode elevar rapidamente o volume de grandes barragens, mas não é suficiente, por si só, para reverter os efeitos mais profundos da seca acumulada ao longo de meses:
“É esse descompasso que ajuda a explicar o cenário potiguar. Enquanto reservatórios de maior porte respondem mais rapidamente à chuva e à entrada de água por grandes sistemas, como a transposição do São Francisco, a recuperação de açudes menores, poços, aquíferos e da umidade do solo tende a ser mais lenta, especialmente em áreas rurais”, explica.

Do SAIBA MAIS

Chineses pesquisam scheelita em Angicos

O município de Angicos pode se tornar um novo polo de exploração mineral no Rio Grande do Norte. A Amason Resource Grup do Brasil Ltda., ligada a capital chinês, entrou com pedido de licença prévia para a realização de pesquisa mineral em propriedades rurais da região com foco na scheelita, minério do qual se extrai o tungstênio, metal considerado estratégico pela indústria global.

Os requerimentos envolvem áreas como o Sítio Bom Fim e as fazendas Arizona, Patachoca e Santa Clara. Nesta fase, o objetivo é avaliar o potencial econômico das jazidas, por meio de levantamentos geológicos e testes técnicos, antes de qualquer decisão sobre exploração comercial.

A movimentação ocorre em um cenário internacional marcado pela disputa por minerais críticos. O tungstênio ganhou peso nas cadeias produtivas por reunir características raras, como altíssima resistência e o maior ponto de fusão entre os metais. Por isso, é usado em brocas industriais, equipamentos eletrônicos, componentes aeroespaciais, satélites e itens ligados ao setor de defesa.

A China domina hoje a maior parte da produção mundial do metal e, nos últimos anos, passou a impor restrições de exportação, o que elevou o interesse de grupos empresariais em reservas localizadas fora do território chinês, sobretudo em países com tradição mineral.

No Rio Grande do Norte, a scheelita marcou época. Entre as décadas de 1940 e 1980, o minério impulsionou cidades do Seridó, especialmente Currais Novos, e outras áreas do estado, gerando empregos, renda e forte expansão urbana. O ciclo perdeu força com a entrada agressiva da produção chinesa no mercado internacional, que derrubou preços e tornou muitas minas brasileiras inviáveis.

Também contribuíram para a retração o esgotamento de jazidas superficiais e a necessidade de adequação ambiental de antigas operações. Em várias cidades, estruturas foram abandonadas e milhares de postos de trabalho desapareceram.

Agora, o novo interesse em Angicos sinaliza uma possível mudança de rota.

Casa Durval Paiva promove Dia do Desapego esta quinta

A Casa Durval Paiva faz um novo convite: nesta quinta, 30, realiza mais uma Edição do Dia do Desapego, mobilizando a sociedade a transformar aquilo que está parado em esperança para crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer.

Mais do que doar objetos, é um gesto de empatia.

Aquela roupa esquecida no armário, o brinquedo que já não é usado ou até um eletrodoméstico parado, podem ganhar um novo destino e contribuir diretamente para o acolhimento e a qualidade de vida dos pacientes assistidos pela Instituição.

A Casa estará de portas abertas para receber doações, como roupas, calçados, alimentos não perecíveis, leite em pó integral, utensílios domésticos, móveis, eletrônicos e outros itens em bom estado de conservação.

As entregas podem ser feitas das 08h00 às 17h00, na sede da Instituição, localizada na Rua Professor Clementino Câmara, 234, Barro Vermelho.

Seridó: projetos culturais têm até quinta-feira (30) para se inscreverem no Rouanet no Interior

Os agentes culturais da região do Seridó têm até a próxima quinta-feira (30) para submeterem seus projetos no programa Rouanet no Interior, uma iniciativa do Ministério da Cultura, em parceria com a Neoenergia Cosern, por meio do Instituto Neoenergia, e com o Serviço Social da Indústria (SESI), para fortalecer a produção cultural fora dos grandes centros urbanos.

Para a edição de 2026, a região potiguar selecionada para participar do projeto foi o Seridó. No dia 31 de março, a cidade de Caicó sediou uma oficina presencial para ajudar os produtores a desenvolverem habilidades técnicas para a elaboração, inscrição, execução e prestação de contas dos projetos culturais. Os projetos devem ser enviados até o dia 30/04 de forma digital por meio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic). Para mais informações, acesse a página do Programa.

Quem pode participar

Podem participar pessoas jurídicas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos, sediadas nos territórios contemplados pelo edital, nos estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo, além de regiões administrativas do Distrito Federal. Entre as localidades atendidas estão municípios da Chapada Diamantina (BA), do Sertão do Pajeú (PE), do Seridó Potiguar (RN) e do Vale do Ribeira (SP), além de regiões administrativas como Ceilândia, Planaltina e Brazlândia, no Distrito Federal. O edital também permite a participação de proponentes sem experiência prévia no sistema, incentivando o acesso de novos agentes ao Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

FELCS promove o 2º Simpósio de Estudos do Léxico

A Faculdade de Engenharia, Letras e Ciências Sociais do Seridó (FELCS), unidade acadêmica especializada da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Currais Novos, realiza, entre os dias 16 e 18 de junho, o 2º Simpósio de Estudos do Léxico (SIMEL), em parceria com o grupo de pesquisa Laboratório de Estudos Lexicais (LABLEX/CNPq).

Integrado ao componente curricular Estudos do Léxico, do Projeto Pedagógico do curso de Letras – Português e Inglês, o evento tem como objetivo reunir estudantes, professores e pesquisadores interessados na temática, além de contribuir para a formação acadêmica, especialmente em nível de graduação. A iniciativa propõe percursos formativos diversificados, com foco no estímulo ao debate crítico e à circulação de saberes, valorizando a pluralidade de ideias no ambiente universitário.

Para o professor Márcio Santiago, vice-diretor da FELCS e coordenador do evento, o 2º SIMEL dá continuidade ao propósito instituído em sua primeira edição e firma-se como um espaço permanente de aprofundamento dos estudos do léxico. “Ao congregar distintas perspectivas acadêmicas em um diálogo aberto e plural, o evento fortalece sua trajetória e amplia seu alcance, contribuindo de forma relevante para consolidar a FELCS como referência no ensino e na pesquisa na área das Ciências do Léxico, ao mesmo tempo em que incentiva o protagonismo discente”, ressaltou.

A programação inclui conferências, palestra, apresentações de trabalhos e apresentações culturais, com atividades concentradas nos turnos vespertino e noturno ao longo dos três dias de evento.

As inscrições são realizadas por meio do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA). Podem participar estudantes e professores das redes pública e privada. Mais informações podem ser obtidas no perfil @simel.ufrn.

Solicitada Wi-Fi em praça de Currais Novos

Para oferecer oportunidade de conecção à população, a vereadora Leilza Palmeira sugeriu à gestão municipal, a implantação de um ponto de acesso gratuito à Internet (Wi-Fi) na Praça Tetê Salustino (conhecida como Praça da Rodoviária), com financiamento do Poder Público Municipal.

Audiência na Assembleia sobre escala 6×1 define encaminhamentos e amplia debate no RN

A discussão sobre o fim da escala 6×1 chegou à Assembleia Legislativa do RN, na tarde desta segunda-feira (27). Proposta pela deputada Divaneide Basílio (PT), a audiência pública reuniu membros da bancada federal do Rio Grande do Norte, representantes do Ministério Público e Governo do RN, além de membros de sindicatos, federações e movimentos estudantis. 

No início do evento, houve uma apresentação cultural (Mística) de trabalhadores de inúmeros setores da sociedade, com a utilização de bandeiras dos movimentos sociais presentes, música e palavras de ordem, além da declamação de um poema. Em seguida, foi veiculada uma reportagem produzida pela TV Assembleia, com pontos e contrapontos a respeito do assunto. 

De volta às pistas, Regiclécia Silva comemora “melhor marca pessoal do ano”

De volta às pistas de Atletismo depois de engajar na Marinha do Brasil, a qual passou a representar em competições do salto triplo, mas também defendendo as cores em preto e azul do Esporte Clube Pinheiros, a cerrocoraense Regiclecia Cândido da Silva comemorou, neste domingo (26), a conquista da medalha de prata no Troféu Adhemar Ferreira, em Bragança Paulista, saltando 13,99 metros. “A melhor marca pessoal do ano”, disse ela, nas redes sociais.

Outro atleta cerrocoraense a se destacar no Troféu Adhemar Ferreira foi Idalberto Lima, que ganhou medalha de bronze no salto em distância, obtendo a marca de 7,87 metros.

O fim de semana foi produtivo para o Atletismo de Cerro Corá, o professor Edilson Oliveira também informa que João Arthur sagrou-se campeão do estadual sub 23 de Pernambuco, com a melhor marca pessoal, tornando-se o número um do ranking no Brasil, com 7,39 metros no salto em distância.