Refúgio da Vida Silvestre será o maior da Caatinga no RN

O Refúgio da Vida Silvestre (Revis) Serra das Araras será a maior unidade de conservação do bioma Caatinga no Rio Grande do Norte, abrangendo uma área de 12.367,81 ha. A UC contempla os municípios de Cerro Corá, São Tomé e Currais Novos, região de grande relevância ambiental e rica biodiversidade.

A categoria de Refúgio como uma Unidade de Conservação de Proteção Integral visa proteger ambientes naturais essenciais para a reprodução e existência de espécies da flora e fauna. Ele permite o uso indireto dos recursos, como turismo ecológico, pesquisa científica e educação ambiental, desde que autorizados e previstos no plano de manejo.

Para o diretor-geral do Idema, Werner Farkatt, a criação de mais uma Unidade de Conservação representa um avanço estratégico na política ambiental do estado.

“O Revis Serra das Araras nasce como um símbolo do equilíbrio entre conservação e desenvolvimento. É uma iniciativa que fortalece a proteção da Caatinga e, ao mesmo tempo, reconhece o papel das comunidades locais na construção de soluções sustentáveis”, ressaltou.

Além de proteger o bioma Caatinga, a criação da Unidade contribui para o enfrentamento das mudanças do clima, a valorização dos modos de vida tradicionais e o fortalecimento das políticas públicas ambientais no estado. O Revis também contribuirá com a interiorização do turismo e geração de emprego e renda, principalmente por meio do Turismo de Observação de Aves.

A coordenadora da Unidade de Gestão da Biodiversidade (UGBio), Iracy Wanderley, destacou a importância da Caatinga e a necessidade de esforços para sua conservação, afirmando que o Refúgio da Vida Silvestre será uma ferramenta para proteger a biodiversidade e promover o turismo sustentável no RN.

“A Caatinga é um bioma único, exclusivamente brasileiro, e ainda muito desafiado em termos de conservação. A criação do Revis representa um avanço considerável nesse cenário, ao contribuir para a proteção de áreas estratégicas da biodiversidade potiguar, especialmente para espécies que dependem desse ambiente para sobreviver”, disse a coordenadora.

Fonte – Assecom-RN

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