Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles ex-presidentes da Corte, fizeram um alerta de enorme peso institucional ao presidente Edson Fachin e pediram a convocação urgente de uma sessão pública para que o Plenário determine uma apuração imediata e rigorosa dos fatos que vêm atingindo o tribunal.
No documento, os ex-ministros classificam o atual momento como a “mais aguda crise” da história do STF e afirmam que os episódios recentes comprometem o prestígio e a autoridade da Corte, a confiança da população e até a estabilidade das instituições democráticas.
Assinaram a carta:
Néri da Silveira
Francisco Rezek
Sydney Sanches
Celso de Mello
Carlos Velloso
Ilmar Galvão
Nelson Jobim
Ellen Gracie
Cezar Peluso
Ayres Britto
Joaquim Barbosa
Eros Grau
Rosa Weber
A manifestação defende que nenhum ministro está acima da lei e que eventuais condutas ilícitas ou eticamente questionáveis não podem lançar suspeitas sobre toda a instituição. Para os signatários, a transparência e a publicidade dos julgamentos são fundamentais para preservar a legitimidade e a credibilidade do Judiciário.
O posicionamento ocorre em meio às revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que levantaram questionamentos sobre supostas interações e pedidos relacionados a investigações envolvendo a instituição financeira. Fachin afirmou que analisaria os fatos e anunciaria as medidas cabíveis.
O peso da manifestação está também na dimensão histórica de seus signatários. São integrantes de diferentes gerações e indicados por diferentes presidentes da República, unidos agora pelo diagnóstico de que a crise exige transparência, investigação e resposta institucional.
Do TL
