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Datafolha: 76% dos brasileiros consideram que ministros do STF têm poder excessivo

Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (13) mostra que 76% dos brasileiros consideram que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm poder excessivo. O levantamento também aponta que 77% avaliam que a população confia menos atualmente na Corte do que no passado.

O estudo foi realizado em meio à crise política envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O instituto entrevistou 2.002 eleitores em 125 municípios, entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Apesar da percepção sobre o excesso de poder e da queda na confiança, a pesquisa mostra que a maioria dos entrevistados mantém uma avaliação favorável à importância institucional do Supremo. Para 71%, o STF é essencial para a proteção da democracia brasileira.

Outros 21% discordam dessa afirmação, enquanto 3% não concordam nem discordam e 5% não souberam responder.

Maioria defende alguma medida contra Moraes
O Datafolha também perguntou aos entrevistados sobre possíveis desdobramentos das recentes revelações envolvendo Alexandre de Moraes.

34% defenderam que o ministro deixe temporariamente o cargo durante uma investigação. Outros 28% consideram que Moraes deveria ser submetido a um processo de impeachment no Senado, enquanto 13% defendem sua renúncia.

Somadas, as três alternativas que preveem algum tipo de saída ou afastamento do cargo representam 75% das respostas.

Entre os entrevistados, 7% afirmaram que nenhuma medida deveria ser adotada porque não veem irregularidade nas mensagens divulgadas. Outros 5% também defendem que nada seja feito em relação ao ministro, mas consideram ilegal o vazamento das conversas relacionadas às investigações. Os que não souberam responder correspondem a 13%.

Auditoria aponta R$ 8,4 mi em aplicação irregular de emendas

Uma auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) encontrou R$ 8,4 milhões em recursos de emendas parlamentares com aplicação irregular ou sem comprovação adequada de uso, segundo decisão divulgada nesta quarta-feira (9) pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os dados fazem parte do acompanhamento conduzido pelo STF sobre a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares, tema que vem sendo discutido na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854.

De acordo com o relatório complementar do Denasus, 17 das 25 auditorias mais recentes resultaram em proposta de devolução de recursos ou recomposição de valores aos cofres públicos. Os auditores identificaram R$ 7,74 milhões em danos ao erário e outros R$ 677,8 mil em despesas enquadradas como desvio de finalidade, totalizando R$ 8,42 milhões sob questionamento.

A auditoria também apontou fragilidades generalizadas nos mecanismos de controle. Apenas uma das auditorias analisadas apresentou transparência considerada adequada. Em mais da metade dos casos examinados houve execução de despesas em períodos de vedação legal. Também foram verificadas deficiências na definição de metas, no acompanhamento dos gastos e na prestação de contas.

Segundo o Denasus, as irregularidades identificadas não representam episódios isolados, mas um padrão recorrente observado em várias etapas da execução das emendas parlamentares destinadas à saúde. O órgão cita problemas de rastreabilidade, controle financeiro, transparência e monitoramento dos resultados alcançados com os recursos públicos.

Na decisão, Flávio Dino determinou que a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) informem quais providências serão adotadas para apurar responsabilidades em relação aos casos apontados pelos auditores. As partes envolvidas no processo também terão prazo para se manifestar sobre as conclusões das 100 auditorias já realizadas.

Curraisnovense Padre Fábio deixa a igreja de Dom Helder

O padre Fábio Potiguar anunciou sua saída da capelania da Igreja das Fronteiras, no Recife, local onde viveu e pregou durante a maior parte da sua vida. A saída ocorre após divergências com a atual direção do Instituto Dom Helder Câmara. A decisão foi comunicada pelo próprio sacerdote em uma mensagem publicada em suas redes sociais, na qual afirma que as incompatibilidades passaram a dificultar o exercício cotidiano de suas responsabilidades.

Potiguar diz que tomou a decisão em “pleno entendimento e comunhão” com o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson. Ele não detalha quais foram as divergências com a direção do instituto.

O sacerdote exercia a capelania desde 2019 e afirma que, durante esse período, procurou manter viva na comunidade a memória e o pensamento de Dom Helder Câmara, especialmente sua defesa dos pobres, da justiça, da paz e dos direitos humanos.

A Igreja das Fronteiras tem importância central na memória de Dom Helder. Foi no local que o religioso viveu durante os últimos anos de sua vida, entre 1968 e 1999. O espaço abriga ainda o memorial dedicado ao arcebispo, com objetos pessoais, documentos e registros de sua trajetória.

A relação de Potiguar com a memória de Dom Helder vinha sendo destacada pelo próprio instituto. Em janeiro deste ano, o Instituto Dom Helder Câmara o apresentou como capelão das Fronteiras na programação dos 117 anos de nascimento do religioso, em celebração presidida por Dom Paulo Jackson.

Natural de Currais Novos, no Rio Grande do Norte, Fábio Potiguar chegou à Igreja das Fronteiras em 2018 e se tornou uma das figuras mais conhecidas na preservação e divulgação da memória de Dom Helder. Em sua mensagem, o padre afirma que ficará ausente por algum tempo. Diz também que, ao retornar, continuará sua missão religiosa e buscará os caminhos que lhe forem confiados.

A saída ocorre depois de informações publicadas na imprensa sobre supostos constrangimentos enfrentados pelo sacerdote na relação com o Instituto Dom Helder Câmara. Uma reportagem publicada em 18 de agosto relatou que pessoas próximas ao padre associavam os problemas à direção do instituto.

Currais Novos: Valorização do tungstênio faz exportações do RN crescerem 356% no primeiro semestre



As exportações de tungstênio do Rio Grande do Norte alcançaram US$ 6,8 milhões no primeiro semestre de 2026, alta de 356% em relação aos US$ 1,5 milhão registrados no mesmo período de 2025. O avanço está relacionado principalmente à valorização do minério no mercado internacional, em um cenário de restrição da oferta pela China e aumento da demanda.

Os dados constam da análise da Balança Comercial do RN – 2020 a 2026 (1º semestre), elaborada pelo Sebrae/RN. As informações foram divulgadas pela Tribuna do Norte.

O crescimento do valor exportado não foi acompanhado por uma expansão proporcional do volume embarcado. Nos seis primeiros meses de 2026, o estado exportou cerca de 88,5 toneladas de tungstênio. Em todo o ano de 2025, foram 193 toneladas.

Com isso, o valor médio por quilo passou de US$ 19,22 em 2025 para US$ 76,98 no primeiro semestre deste ano. O preço médio, portanto, ficou cerca de quatro vezes maior.

A valorização do minério levou o tungstênio à segunda posição entre os minerais que mais geram Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) no Rio Grande do Norte, atrás apenas do ouro.

De janeiro a julho de 2026, a arrecadação da CFEM proveniente do tungstênio chegou a aproximadamente R$ 1,5 milhão, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec/RN). No mesmo período, a arrecadação mineral total do estado foi de cerca de R$ 17 milhões.

CURRIAIS NOVOS

A produção potiguar está concentrada em Currais Novos, no Seridó, tradicional área de exploração da xelita, minério utilizado para a obtenção do tungstênio. Os Países Baixos foram o principal destino das exportações do produto potiguar.

Para Mário Tavares, presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não Metálicos (Sindiminerais-RN), a procura pelo minério aumentou com a mudança no cenário internacional.

“Está todo mundo correndo atrás de tungstênio”, afirmou o presidente.4 h

Eleições 2026: por que candidatos ainda não podem pedir votos?

A menos de dois meses das Eleições 2026, que iniciam em 4 de outubro, candidatos ainda não podem pedir ou indicar votos – sendo o ato considerado propaganda eleitoral antecipada.

Isso porque ainda vigora o período de pré-campanha, segundo a Justiça eleitoral. Somente a partir de 16 de agosto, início de fato da campanha, passa a ser permitido o pedido de votos.

A data é estabelecida para todos os anos de eleição, seguindo uma resolução de 2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que regulamenta as propagandas eleitorais.

METRÓPOLES

Ex-vereador de Cerro Corá assume cargo estratégico na Anater em Brasília

Gilberto Silva, assumiu cargo estratégico na Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), em Brasília (DF), passando atuar na Coordenação de Articulação e Implementação de Políticas Públicas (CAIPP), vinculada à Gerência Extraordinária da Estratégia de Adaptação Climática na Agricultura Familiar (GEREX-EACAF).

A nova missão dá continuidade a uma trajetória de décadas dedicada à agricultura familiar, ao cooperativismo, ao movimento sindical rural e à vida pública, marcada pelo diálogo, pela articulação e pela construção de pontes entre organizações sociais, instituições públicas e diferentes setores.

Na Anater, Gilberto Silva contribuirá para uma agenda estratégica diante dos desafios das mudanças climáticas, atuando na articulação com instituições parceiras e agentes financiadores, na elaboração de instrumentos técnicos e no acompanhamento de ações voltadas à adaptação climática e ao fortalecimento da agricultura familiar, inclusive no âmbito do Garantia-Safra.

Trajetória começa em Cerro Corá

Filho de dona Cecília e do saudoso Zé Pintado, o ex-vereador Gilberto Silva iniciou sua caminhada profissional no cooperativismo, com atuação na Coopersertana e Coopteseridó, em Cerro Corá; Agência de Comercialização do Seridó, em Currais Novos; e Agência Nacional de Comercialização, em Brasília.

Na vida pública, exerceu dois mandatos como vereador de Cerro Corá, mantendo atuação próxima às comunidades e pautada pelo diálogo e pela busca de soluções coletivas.

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RN lidera alta de casos de HIV no Brasil após a pandemia

O Rio Grande do Norte foi o estado brasileiro que registrou o maior crescimento proporcional de diagnósticos de infecção pelo HIV no período posterior à pandemia de Covid-19. Entre 2020 e 2024, as notificações aumentaram 56,3%, quase três vezes acima da média nacional, que ficou em 19%. Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde. Embora o aumento das notificações esteja relacionado, em parte, à retomada dos serviços de saúde e à ampliação da testagem após os anos mais críticos da pandemia, o cenário também evidencia que o estado ainda enfrenta importantes desafios para conter a transmissão do vírus e garantir o diagnóstico precoce.

Outro dado que chama atenção é a situação de Natal. A capital potiguar aparece na quarta posição entre as capitais brasileiras com maior taxa de detecção de HIV em 2024, com 46,9 casos por 100 mil habitantes. Apenas Florianópolis (49,4), Manaus (49,2) e Boa Vista (47,6) apresentaram índices superiores.

Ao todo, entre 1980 e setembro de 2025, o Rio Grande do Norte acumulou 18.664 pessoas vivendo com HIV ou aids, segundo o novo método de consolidação das bases nacionais utilizado pelo Ministério da Saúde. A atualização metodológica reúne informações dos sistemas de notificação, exames laboratoriais, medicamentos e mortalidade, permitindo uma estimativa mais precisa da dimensão da epidemia.

Para o infectologista Bruno Matheus, é preciso interpretar os números com cautela. Segundo ele, parte do aumento pode estar relacionada à ampliação da testagem e ao aperfeiçoamento da vigilância epidemiológica, mas isso não elimina a necessidade de fortalecer as ações de prevenção.

Do SAIBA MAIS

Convenções partidárias começam nesta segunda e abrem calendário das Eleições 2026

O calendário eleitoral das Eleições Gerais de 2026 entra em uma fase decisiva a partir desta segunda-feira (20), com o início das convenções partidárias. Até o dia 5 de agosto, partidos políticos e federações deverão realizar reuniões para oficializar seus candidatos aos cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital, além de definir eventuais coligações permitidas pela legislação.

Após a realização das convenções, as legendas terão até o dia 15 de agosto para registrar os pedidos de candidatura junto à Justiça Eleitoral. No dia 16 de agosto começa oficialmente a campanha eleitoral, quando passa a ser permitida a propaganda eleitoral nos meios autorizados pela legislação.

As eleições em primeiro turno estão marcadas para 4 de outubro. Caso haja necessidade de segundo turno para os cargos de presidente da República e governador, a votação será realizada em 25 de outubro.

Nordeste tem as cidades mais violentas do Brasil

O novo Atlas da Violência acendeu o alerta vermelho para o Nordeste, que concentram quase a totalidade das 20 cidades mais violentas do país. No topo do ranking de homicídios estimados, a cearense Maranguape lidera com a assustadora taxa de 87,2 assassinatos por 100 mil habitantes, seguida de perto por Jequié, na Bahia (79,4). O Ceará e a Bahia dominam a lista dos municípios com mais de 100 mil habitantes onde o direito à vida está sob constante ameaça, escancarando a urgente necessidade de políticas públicas focadas nessas regiões.

Em seguida vem: Maracanaú (CE), Itapipoca (CE), Caucaia (CE), Juazeiro (BA), Feira de Santana (BA), Porto Seguro (BA), Simões Filho (BA), Camaçari (BA).

Prazo de inscrição para o Enem é prorrogado até 12 de junho



As inscrições para o Enem foram prorrogadas. O prazo, que terminaria nesta sexta-feira, foi estendido até o dia 12 de junho. A medida ainda será publicada no Diário Oficial da União.

Os interessados devem se inscrever na página enem.inep.gov.br/participante.

E atenção! Essa mesma data-limite, 12 de junho, vale para os candidatos que querem pedir tratamento pelo nome social ou que necessitam de atendimento especializado; para estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas. Nesse caso, a inscrição é automática, mas é preciso confirmar a participação, escolher a opção de prova de língua estrangeira e indicar, se for o caso, a necessidade de acessibilidade ou o uso de nome social;

E, ainda, candidatos que tiveram o pedido de isenção da taxa de inscrição aprovado também precisam confirmar a participação no Enem 2026.